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Vendas de implementos rodoviários recuam 31% até abril

As vendas de implementos rodoviários no Brasil recuaram 31% no acumulado do ano até abril ao computar um total de 21.018 unidades, entre leves e pesados, na comparação com iguais meses do ano passado, quando a indústria entregou 30.499 unidades, de acordo com dados divulgados na sexta-feira, 6, pela Anfir, associação das fabricantes.

No segmento de pesados – reboques e semirreboques – a queda de 12,8% no mesmo comparativo anual, para 8.144 unidades fez deste o pior quadrimestre desde 2004. A categoria de leves – carrocerias sobre chassis – também registrou o pior quadrimestre desde 2008 com o volume de 12.874 unidades, representando queda de 39,1% sobre mesmo período do ano passado, quando o setor vendeu 21.158 implementos.

“A falta de perspectiva de retomada do mercado agrava ainda mais a situação criando um círculo vicioso onde o desempenho negativo cresce ainda mais”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir.

“Os únicos modelos [pesados] que registraram volume de emplacamentos acima do primeiro quadrimestre de 2015 são aqueles ligados a atividade agrícola como graneleiro e canavieiro”, aponta Mario Rinaldi, diretor executivo da entidade. “Nos demais há retração”, completa.

Na contramão do mercado interno, as exportações do setor de implementos tiveram crescimento de 41,7% de janeiro a abril contra iguais meses de 2015, passando de 563 há um ano para 798 unidades embarcadas neste ano.

REFINANCIAMENTO DE DÍVIDAS

O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estendeu para os implementos rodoviários as medidas para o refinanciamento de dívidas dentro do PSI-Programa de Sustentação do Investimento. “Os empresários estão com dificuldades para honrar seus compromissos e por isso essa medida vem em boa hora”, explica o presidente da Anfir.

O refinanciamento tem custo da TJLP (Taxas de Juros de Longo Prazo) atualmente em 7,5% ao ano, acrescido de 1,6% de remuneração do BNDES e até 6% de remuneração do agente financeiro. “Dessa forma o BNDES ajuda as empresas nesse momento difícil e ainda limpa seu balanço transformando o crédito de difícil recebimento em dívida equacionada”, complementa Braga.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

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