Agrícola Archives - Blog PastrinhoBlog Pastrinho

Inovações para o Transporte

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A Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) e o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) firmaram, no dia 18/8, um acordo de dois anos que tem como objetivo facilitar o financiamento de implementos por agricultores cadastrados no Mais Alimentos, programa do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Além disso, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) também renovou o contrato firmado com o Ministério para mais dois anos.

Com isso, os implementos, máquinas e equipamentos utilizados para fim agrícola poderão ser financiados pelos pequenos agricultores com a linha de crédito disponível pelo BNDES com juros que variam de 2,5% ao ano para compras de até R$ 10 mil; 4,5% anual para uma ou mais operações com valor entre R$ 10 mil e R$ 30 mil; e também de 5,5% ao ano para operações acima de R$ 30 mil.

Fonte: Transporta Brasil

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Os deputados federais aprovaram ontem lei que vai reduzir o custo do pedágio para os caminhões e aumentar para os demais usuários das rodovias. Pelo texto aprovado, os caminhões só vão pagar pedágio pelos eixos (equipamento que segura as rodas) que estiverem no chão ao passarem pelo local de cobrança. Pelas atuais regras de pedágio no país, os caminhões pagam por eixo do veículo, não importando se ele está levantado ou não.

Como o texto da nova lei já veio do Senado, ele vai direto para sanção da presidente Dilma Rousseff, que pode ou não vetá-lo. Caminhões de grande porte chegam a ter oito eixos e, quando estão trafegando sem carga, costumam subir com uma parte deles para evitar desgaste no pneu. Mas, ao passarem pelo pedágio, pagam a tarifa cobrada do usuário de carro por cada eixo.

A medida, aprovada num projeto de lei que altera a lei dos caminhoneiros de 2012, vai reduzir o valor arrecadado pelas concessões rodoviárias no país já que hoje a maior parte das receitas vem da cobrança dos veículos de carga.

Como todos os contratos das concessionárias foram assinados sob a lei anterior, ou seja, com a cobrança de todos os eixos, os governos responsáveis pelas concessões terão de compensar as empresas pela redução das receitas.

Essa compensação só pode acontecer de três formas: aumento do valor do pedágio; pagamento em dinheiro à concessionária ou aumento do tempo da concessão, o que faz com que os usuários paguem pedágio por tempo maior que o previsto em contrato.

O governo estava preocupado com a votação dessa emenda, que havia sido aprovada na Câmara e vetada no Senado na análise do projeto.

Mas, enfraquecido no Congresso, não conseguiu segurar o lobby dos setor do agronegócio e dos chamados grandes embarcadores (empresas que transportam muitas mercadorias no país, como fábricas de bebidas e alimentos, por exemplo) que reestabeleceu o texto inicial da Câmara com o benefício aos caminhoneiros.

Os deputados ligados ao agronegócio também derrubaram outra mudança feita pelo Senado, a que havia limitado a jornada dos caminhoneiros em dez horas (sendo duas extras). A lei agora vai permitir jornadas de 12 horas, sendo quatro extras.

Quando entrar em vigor, a nova lei também vai alterar outros pontos da lei dos caminhoneiros de 2012. O tempo máximo de jornada sem descanso passou para 5h30 ante 4 h da lei em vigor. O intervalo entre jornadas passou de 11 para 8 horas.

Fonte: Gazeta do Povo

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Mesmo com o recuo nas cotações das commodities, o governo espera elevar em 6,2% as exportações nacionais de grãos neste ano. Isso porque a desvalorização de 18% no preço da soja é parcialmente compensada pela alta de 15% na cotação do dólar, explicou ontem a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. “Não tenho preocupação em relação ao comércio exterior”, garantiu.

Kátia Abreu e os ministros dos Portos, Edinho Araújo, e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, anunciaram ontem (13) medidas para evitar que o escoamento da nova safra seja marcado por filas de caminhões nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Mesmo não sendo a opção mais econômica, as duas instalações ainda são as mais utilizadas para a exportação de grãos no País.

Para esses dois terminais, o governo promete aperfeiçoar o sistema de agendamento que, no ano passado, ajudou a reduzir o custo do frete em 7%, segundo cálculos oficiais. De manual, o sistema passará a ser eletrônico. O governo também promete credenciar mais um pátio para que os caminhões aguardem autorização até ingressar nos terminais. “Essa iniciativa lançada no ano passado deu resultados positivos”, disse Edinho Araújo. A ministra Kátia Abreu estimou uma economia de 70% na taxa paga às embarcações pela demora no carregamento.

Nos portos do Norte, o problema é acesso aos terminais. Uma das principais vias, a BR-163, ainda não está totalmente asfaltada até o porto fluvial de Miritituba (PA). O asfaltamento dessa rodovia se arrasta há 40 anos, como reconheceu o secretário executivo dos Transportes, Anivaldo Vale. As obras de pavimentação estão contratadas, mas estima-se que só estejam concluídas no fim de 2016. Por ora, o governo lançará mão de soluções paliativas, como o cascalhamento da via e a oferta de tratores para desencalhar caminhões.

O governo deverá também ampliar as áreas disponíveis no porto de Vila do Conde (PA), próximo de Belém, para a construção de novos terminais privados. Está na Casa Civil da Presidência uma minuta de decreto presidencial modificando a demarcação de área (chamada “poligonal”), de forma que poderão ser implantados mais três ou quatro terminais privados na área.

O plano do governo prevê ações integradas das três pastas para enfrentar o desafio de exportar parte das 202 milhões de toneladas de grãos previstas para a safra 2014/2015. A estimativa é de que apenas o complexo soja seja responsável pelo embarque de 64,2 milhões de toneladas de grão e farelo neste ano.

Entre as ações anunciadas pelos ministros está a utilização de 426 embarcações nas hidrovias Madeira e Tapajós. As barcaças compõem o sistema de transporte do chamado Arco Norte, corredor logístico que o governo tenta fomentar na região para reduzir a pressão sobre os portos de Santos e Paranaguá.

Fonte: Frotacia

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Em dezembro de 2014, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu adiar por dois anos o prazo de emplacamento das máquinas agrícolas. Dessa forma, os tratores e outros equipamentos deverão estar emplacados para transitar em vias públicas a partir de 1º de janeiro de 2017.

O objetivo do adiamento é possibilitar a adequação do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan) e dos sistemas estaduais para receberem as novas informações.

Para conferir a resolução na íntegra, clique aqui.

Fonte: Administradores

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O Brasil terá que prestar atenção nos setores de energia e agropecuária para reduzir a emissão de gases que causam o efeito estufa, afirmam especialistas. Os dois são responsáveis pelo crescimento da quantidade destes poluentes no ar e, para que haja mudança significativa, deverão ser priorizados, segundo o compromisso do país diante da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-20), que ocorreu mês passado em Lima, capital do Peru.

“A redução do desmatamento foi muito significativa nos últimos dez anos. O problema deixa de ser este e passa a ser agricultura e energia. O Brasil terá que pensar nisso”, afirmou à Agência Brasil o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor da Coppe-UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.


No ano passado, o Brasil emitiu 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono, das quais 27% foram do setor agropecuário

Situação piorou

No ano passado, o Brasil emitiu cerca de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente, o que representa aumento de 7,8% em relação a 2012 e o maior valor registrado desde 2008. O setor de mudança de uso do solo corresponde a 35% do total das emissões. O setor de energia responde por 30%, seguido pelo agropecuário (27%), o industrial (6%) e o de resíduos (3%). Os números são do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima.

O SEEG aponta o incremento no uso de energia termoelétrica de fontes fósseis e do consumo de gasolina e diesel como alguns dos principais responsáveis pela reversão da tendência da última década. Para o coordenador de mudanças climáticas e energia da organização não governamental WWF-Brasil, André Nahur, a questão é preocupante por serem estas formas de geração de energia algumas das principais plataformas de desenvolvimento adotadas pelo país. “Para que mudanças sejam implementadas é preciso vontade política de explorar energia eólica, solar. O que tem é um entrave político de resoluções que criam dificuldade para que esse tipo de energia consiga crescer bastante”, disse à Agência Brasil.


A redução do desmatamento foi muito significativa nos últimos dez anos, segundo especialistas.

Longo caminho a percorrer

A COP-20 aprovou o rascunho de acordo para reduzir a poluição, base para pacto global esperado para o ano que vem, em Paris. Delegados de 195 países trabalharam no projeto e vão anunciar nos próximos meses seus compromissos para diminuir as emissões entre 40% e 70% até 2050, com a necessidade de limitar o aumento da temperatura global a 2 graus.

Para especialistas como Pinguelli e Nahur, o documento aprovado é um avanço, mas com lacunas. Os planos de redução serão diferenciados, já que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica pela poluição. No entanto, a questão do financiamento dos países mais ricos para ajudar os países em desenvolvimento deixou a desejar. No relatório final, consta que o montante a ser destinado é facultativo.

“Um dos princípios da convenção é que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica e, portanto, devem ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a reduzir as emissões e se adaptarem às mudanças climáticas. É um tema importante que acabou não sendo contemplado plenamente no documento final”, explica André Nahur, da WWF.

Fonte: O Dia

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Apesar da seca na região Sudeste, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê uma safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas. O aumento em relação a 2014 será de 2,5%, segundo a estimativa divulgada nesta terça-feira (11). De acordo com o primeiro prognóstico para o próximo ano, o volume foi estimado em 198,3 milhões de toneladas.

“Para 2015, nesse prognóstico, 61,9% é prognóstico – são informações vinda do campo. Já tem soja sendo plantada, arroz para ser colhido ano que vem. E 38% é projeção, é baseado em média dos últimos anos. Então, para esse cálculo, a gente usou os últimos cinco anos. Não são só em função de clima, mas o mercado é outro determinante. A recuperação do preço estimula novos plantios. Quanto mais caro o produto, incentiva o produtor a produzir. Para 2015, a gente já começa prognóstico de uma safra recorde, maior do que 2014”, disse Mauro Andre Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Entre os seis produtos de maior importância, analisados para a próxima safra de verão, segundo o IBGE, cinco apresentam variações positivas na produção: feijão 1ª safra (11,0%), amendoim (em casca) 1ª safra (10,7%), soja (9,0%), arroz (em casca) 1,4% e o milho 1ª safra (0,3%). O algodão herbáceo registrou variação negativa na produção, de 8%.

“A seca ocorreu agora. Sul está normal, Centro-Oeste está normal. Sudeste já devia começar a chover, Sudeste que está atrasado com a chuva, mas os grandes centros produtores de grãos, estão normais. Nordeste começa [a chover] mais tarde, em janeiro”.

Segundo o gerente do IBGE, a região Centro-Oeste tem se tornado, a cada ano, a maior produtora de grãos. “E ela é grande produtora de gado, que tem sido alimentado em áreas menores, e os grandes pastos estão dando lugar para grandes plantações. Quem tem puxado esse recorde é a região Centro-Oeste.”

Já a previsão de outubro da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginos em 2014 totalizou 193,5 milhões de toneladas, valor 2,8% superior à obtida em 2013 (188,2 milhões de toneladas), e maior 16.050 toneladas na comparação com o levantamento de setembro de 2014.
De acordo o gerente, desde 2012 (quando ocorreu forte estiagem no Sul e Sudeste), a região Centro-Oeste tem puxado a produção de grãos.
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“Café, laranja e grãos (cana-de-açúcar), esses produtos que são produzidos na região Sudeste foram muito prejudicados pela estiagem esse ano. Janeiro é um período que deveria estar chovendo, e está vermelho [não choveu tanto]. A região Sudeste foi prejudicada esse ano. Os principais produtores de cana-de-açúcar são São Paulo e Minas. O que cai é o rendimento dela. Em vez de tirar 80 toneladas, está tirando 70 toneladas por equitares”, explicou Mauro Andre Andreazzi.

Os três principais produtos desse grupo são arroz, milho e soja. Somados, representaram 91,4% da estimativa da produção e responderam por 85,0% da área a ser colhida.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 82,1 milhões de toneladas; Região Sul, 72,3 milhões de toneladas; Sudeste, 17,8 milhões de toneladas; Nordeste, 15,8 milhões de toneladas e Norte, 5,5 milhões de toneladas.

Na estimativa de outubro em relação a setembro, tiveram destaques as produções de café canephora (4,0%), sorgo (3,2%), algodão herbáceo (1,8%), café arábica (-0,5%), feijão 3ª safra (-2,4%), feijão 1ª safra (-2,6%), feijão 2ª safra (-4,5%), trigo (-5,2%) e cana-de-açúcar (-7,1%).

Fonte: Globo

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Capitalizados após uma sequência de safras lucrativas nos últimos anos, os Estados Unidos têm combatido os preços baixos segurando as vendas. No momento em que a colheita da safra 2014/15 entra na reta final no país, a comercialização de grãos no mercado físico norte-americano fica restrita à soja, apurou a Expedição Safra 2014/15 durante o roteiro de mais de 2 mil quilômetros que cumpriu pelo Corn Belt na última semana. Apesar de ter perdido quase um terço de seu valor no pior momento do ano, a oleaginosa ainda tem preços mais remuneradores que os do milho, que já não cobrem os custos de produção no país.

A estratégia tem beneficiado o Brasil, que acumula estoques recordes do cereal após dois anos de safras cheias e agora aproveita a oportunidade para desovar seus excedentes no mercado internacional. A resistência dos produtores norte-americanos em se desfazer de sua produção possibilitou ao Brasil sustentar exportações acima da marca das 2 milhões de toneladas num período em que, historicamente, a competição com o produto dos EUA tende a desacelerar os embarques nacionais.

Somente em outubro, 3,18 milhões de toneladas de milho saíram dos portos brasileiros rumo ao exterior – a marca deve ser mantida nos próximos meses. Produtores norte-americanos relataram aos técnicos e jornalistas da Expedição que pretendem segurar o milho em seus armazéns pelo menos até fevereiro, o que poderia ajudar o Brasil a manter suas exportações aquecidas também no primeiro semestre de 2015, a exemplo do que ocorreu nos últimos dois anos.

“Vendi o pouco que consegui colher até o início de outubro para aproveitar os prêmios de entressafra. Mas, agora, com o bushel a menos de US$ 3,50 no mercado físico, esse milho que está da lavoura vai direto para o armazém”, relata Bill Rhea. Com espaço suficiente para estocar 15 mil toneladas de grãos na propriedade que mantém em Arlington (Nebraska), ele afirma estar preparado para segurar a produção por até um ano, à espera de preços melhores. Apenas para cobrir os custos de produção, precisaria vender o cereal a US$ 4 por bushel.

Mais armazém

Do campo ao armazém: Matt McGinnis, de Indianola, investe em silos para estocar a produção recorde
Os preços em queda incentivaram Matt McGinnis a investir na compra de um complexo de cinco silos com capacidade para estocar perto de 2 mil toneladas em Indianola, na região central de Iowa. “Vou estrear os armazéns com lotação total. Guardar a produção também tem custo, mas a esses preços não tem como vender. É prejuízo na certa”, diz o produtor.

Com capacidade estática para armazenar cerca de 600 milhões de toneladas de grãos, os EUA teriam, em tese, espaço de sobra para guardar toda a safra 2014/15, estimada pelo USDA em 474,4 milhões de toneladas. Na prática, contudo, não é o que vem ocorrendo. Pilhas de milho a céu aberto e silos-bolsa lotados de grãos – uma imagem bastante comum no Cerrado brasileiro e nos Pampas argentinos – é um cenário cada vez mais frequente no Corn Belt. “Com área e produtividade recorde, essa é sem dúvida a nossa maior safra de soja de todos os tempos. Mesmo no milho, que teve o plantio reduzido, a produção será gigantesca. Vai ser difícil arranjar espaço para tanto grão”, resume Terry Bline, gerente em uma unidade de recebimento de grãos em Roanoke, na região central de Illinois.

Preços

Rick (esq.) e Grant Kimberly finalizam a colheita da soja em Iowa com produtividade acima de 4 mil kg/ha
Em meio a produção recorde, mercado encontra fôlego para subir

Apesar da chuva, que continua interrompendo os trabalhos no campo, os produtores norte-americanos conseguiram tirar o atraso e praticamente encerrar a colheita da soja na última semana e agora avançam para a metade final da tarefa no milho. Mas, mesmo diante da confirmação de uma safra histórica no país, as cotações dos grãos têm encontrado espaço para reagir no mercado internacional nas últimas semanas.

Os preços da soja, que no pior momento do ano chegaram a ameaçar romper a barreira dos US$ 9 por bushel na Bolsa de Chicago, hoje trabalham acima dos US$ 10, com os contratos referentes à colheita sul-americana sinalizando cotações próximas aos US$ 10,50/bushel. O milho, que em setembro chegou a bater em US$ 3,20/bushel, ganhou cerca de US$ 0,50 desde então e retomou o patamar de US$ 3,70, com os vencimentos mais distantes já de volta à casa dos US$ 4/bushel.

“Nas vendas antecipadas, conseguimos negociar soja a US$ 12/bushel e milho a US$ 5/bushel. Quando o mercado começou a cair, interrompemos a venda, mas talvez essa seja uma boa hora para voltar ao mercado e comercializar mais uma parcela da produção”, detalha Rick Kimberly, de Maxwell (Iowa).

No Brasil, o mercado doméstico acompanhou o movimento e, alentado também pelo dólar (que bate nos R$ 2,50), oferece aos produtores mais de R$ 60 pela saca de soja e perto de R$ 20 pela saca de milho em várias praças do Paraná. Com a safra recorde nos EUA já precificada, o mercado olha agora para a América do Sul e, diante do atraso nos trabalhos de plantio da nova safra, adiciona o chamado prêmio de risco às cotações.

Fonte: Gazeta do Povo

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O destempero climático deste início de plantio expõe os riscos, mas não altera o potencial das safras de soja e milho de verão, que levam o Brasil a uma safra de 202 milhões de toneladas de grãos (3,6 % além do recorde de 2014/15). A oleaginosa promete 94,55 milhões de t e o cereal outros 32,35 milhões de t. Principais apostas, as duas culturas devem compor 63% da safra nacional de grãos de 2014/15, aponta a primeira estimativa da Expedição Safra Gazeta do Povo, que iniciou roteiro de 60 mil quilômetros na última semana. As lavouras de arroz, trigo, feijão, algodão e outros produtos fecham a conta com mais de 75 milhões de toneladas.

INFOGRÁFICO: Veja a rota da 9ª edição do Expedição Safra

Produtores, técnicos, lideranças e analistas avaliam que a região à espera de chuva (Norte do Paraná e Centro-Oeste do país) pode ter de replantar algumas áreas – com elevação de custos numa safra de margens menores – mas não há sinal de recuo das apostas. O setor mantém o plano de expansão, puxado pela oleaginosa, mesmo diante de uma colheita gigante de 106,8 milhões de toneladas nos Estados Unidos.

A necessidade de replantio ou a suspensão forçada da semeadura durante esta segunda quinzena de outubro ampliam a necessidade de o setor produtivo buscar eficiência e competitividade. Os produtores descrevem a safra com mais confiança no clima – diante de previsões meteorológicas que confirmam a chegada de chuvas substanciais a partir do final desta semana – do que no mercado.

Capital mobilizado

Mais capitalizado e em condições de adiar vendas, o produtor não está folgado, afirma o agricultor José Luiz Kolarovic, de Rolândia (Norte do Paraná). “O fôlego que a renda da soja trouxe nos últimos anos foi investido em máquinas, que vamos pagar em dez anos.” As próprias contas impõem a necessidade de avanço em produtividade. Ele dedica 100% dos 410 hectares à soja e assume a meta de ultrapassar os 3,47 mil quilos por hectare da safra passada.

“O risco climático é concreto e cria forte expectativa por chuva nas regiões que iniciaram o plantio. A meteorologia vai definir esse quadro”, afirma o consultor da FCStone Leandro Souza, que acompanhou a Expedição na última semana. A região do Paraná que espera chuva registrou quebra no ano passado e tem amplas condições de colher volume maior de soja, considera o economista do Departamento de Economia Rural (Deral) Marcelo Garrido, que também participa da sondagem inicial.

A previsão de que o país vai atingir 94,55 milhões de toneladas de soja considera que a expansão do plantio (3,8%) acontece com força mesmo em estados sem área livre como o Paraná (3,2%). No Centro-Sul e no Sudoeste paranaenses, onde o milho ainda tem mais espaço a perder, a oleaginosa cresce 6%, elevando a área estadual a 5,15 milhões de hectares, estima a Expedição Safra. O cereal cai 14,5% em relação ao verão passado, para 590 mil hectares.

A disposição dos produtores para replantio de soja surge da própria falta de alternativa. Mesmo que perca o prazo para plantar milho na sequência, a oleaginosa mantém distância como opção mais rentável. Tende a ganhar espaço inclusive nas áreas de feijão que também pedem água no Centro-Sul do Paraná. Essas áreas terão de mostrar reação para não serem substituídas, aponta o agrônomo Josnei Silva Pinto, do Deral.

Entrevista

Venda travada sobrecarrega silos

O produtor pode até não se arrepender, mas a redução das vendas antecipadas causa efeitos práticos ao agronegócio. A Expedição Safra apurou que o volume de soja com preço pré-estabelecido em contrato no Paraná caiu de cerca de 25% (2013) para menos de 10% (2014) na fase inicial de plantio. E isso provoca reação em cadeia. Os armazéns estão recebendo volume recorde de trigo (4 milhões de t no estado), com vendas fracas. Se os preços não subirem, soja e milho de verão também vão ficar mais tempo nos silos. O próprio faturamento das cooperativas pode cair. Além disso, com os negócios parados, a venda de insumos vem sendo adiada. O quadro preocupa a gigante Coamo, com sede em Campo Mourão.

Vai faltar espaço?

Nossa capacidade é para 4,5 milhões de toneladas e vamos receber 6,9 milhões. Quando vende bastante, vai entrando e vai saindo (…) Neste ano, a alternativa seria alugar armazéns, mas isso é muito caro. Vamos arrendar, pela primeira vez no Paraná, dois ou três alqueires para instalar silos bolsas no chão.

Isso vai interferir nas contas da cooperativa?

Não é queda. O que ficar para ser faturado no ano que vem não vai ser faturado agora e não entra em 2014. O crescimento [no faturamento] deve ser de R$ 8,18 bilhões para R$ 8,4 bilhões.

Por que o produtor não está vendendo?

Ele vem de grandes safras com grandes preços e não tem urgência de vender. A inadimplência é próxima de zero na Coamo. Depois que vende por um preço alto, como aconteceu nos últimos anos, o produtor fica esperando essa cotação voltar.

Fonte: Gazeta do Povo