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Energia Eólica

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São Paulo – No mundo da energia eólica, a experiência mostra que, em geral, quanto maior, melhor. Nos últimos 30 anos, as turbinas eólicas e suas hélices mais do que quadruplicaram de tamanho, passando a entregar mais energia limpa e renovável a custos menores. Com uma expansão que não dá sinal de trégua, a indústria eólica se supera novamente.

A fabricante de turbinas offshore Adwen e a fornecedora de hélices LM Wind Power revelaram neste mês a maior pá eólica do mundo: um colosso de 88,4 metros de altura, o equivalente a um prédio de 30 andares. A primeira destas enormes pás foi produzida na fábrica da LM Wind Power na Dinamarca e passará por testes.

Ela foi projetada para os modelos de turbina eólica AD 8-180, da Adwen, uma das maiores do mundo, com 8 MW de capacidade nominal e 180 metros de diâmetro do rotor.

Grosso modo, quanto mais longa a pá, maior o contato com os ventos mais fortes e persistentes que ficam mais alto na atmosfera. E quanto maior a área para o vento “empurrar”, mais força e poder rotacional, e maior geração de energia.

“Quando você está construindo a maior turbina eólica do mundo, quase tudo que você faz é um desafio sem precedentes. Estamos indo aonde ninguém jamais foi antes, empurrando todas as fronteiras conhecidas na indústria”, disse Luis Álvarez, gerente geral da Adwen, em informe da empresa.

É certo que a expansão da energia eólica promete grandes surpresas (literalmente) para o futuro. Mas algumas delas podem revolucionar o setor. A empresa espanhola Vortex Bladeless, por exemplo, está trabalhando com um conceito de um aerogerador que dispensa as gigantes pás, sendo constituído por pilares que se movimentam para a frente e para trás com a passagem do vento.

Tópicos: Energia, Energia eólica, Infraestrutura, Meio ambiente, Sustentabilidade

Fonte: exame.abril.com.br

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Sempre à procura de novas tendências e preocupada com a geração de energia através de fontes limpas e renováveis, a PASTRE desenvolveu um semirreboque exclusivo para atender o mercado de energia eólica.

Produzido com tecnologia de ponta 100% brasileira, oferece uma solução inteligente e inovadora para o transporte das pás de todos os tamanhos.

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A fabricante de implementos rodoviários Pastre, de Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), conta com a força dos ventos para se recuperar da forte retração que sofreu no ano passado. Um dos trunfos para voltar a crescer em 2015 é o semirreboque para transporte de pás eólicas, equipamento que a empresa passou a produzir em escala comercial no ano passado e que, logo de saída, respondeu por quase 10% de seu faturamento e a colocou na liderança desse mercado.

INFOGRÁFICO: Veja os índices da indústria brasileira de implementos rodoviários

Reboque abre e fecha

O semirreboque eólico da Pastre é extensível e, portanto, se adapta ao tamanho da pá que será carregada. Fechada, a carreta tem 23,5 metros de comprimento; na abertura máxima, chega a 50 metros. Para facilitar manobras, os eixos são direcionais: eles viram para os lados, obedecendo aos sinais enviados por um componente eletrônico instalado no “pino-rei”, a peça que liga o implemento ao caminhão.

Essas pás, que podem passar de 60 metros de comprimento e pesar mais de 10 toneladas, compõem os “cataventos” gigantes usados na geração de energia eólica. Até pouco tempo atrás, as poucas empresas brasileiras especializadas no transporte dessas peças não tinham alternativa a não ser importar semirreboques da Europa.

A Pastre começou a desenvolver sua “carreta eólica” em 2010 e, dois anos depois, iniciou os testes, em parceria com duas transportadoras. Em 2014, fabricou 35 unidades do produto. “O ano foi difícil para o setor e para a nossa empresa. Mas foi excelente para a área de semirreboques especiais, como o eólico”, diz Daniel Ayres Gabardo, gerente comercial da Pastre.

A meta para este ano é produzir 50 unidades. Mercado existe, e de sobra. A fonte eólica é a que mais cresce na matriz elétrica brasileira: o número de parques em funcionamento no país saltou de 50 para 231 nos últimos quatro anos, e há outros 128 em construção, além de 284 aprovados, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Cada parque pode abrigar dezenas de aerogeradores, cada um com três pás, o que dá uma dimensão da demanda doméstica por esse tipo de produto. O mercado externo também é relevante: o Brasil abriga a segunda maior fabricante de pás eólicas do mundo, a Tecsis, de Sorocaba (SP), que exporta para vários países.

Apenas a transportadora Irmãos Shinozaki – que leva as pás da Tecsis até o Porto de Santos – planeja comprar mais de 70 carretas eólicas neste ano, da Pastre e de outros fornecedores.

Contenção

O que impede a empresa paranaense de ampliar mais rapidamente a produção é a contenção de investimentos imposta pela crise do setor de implementos. Os principais avanços vêm de ganhos de produtividade: nos últimos dois meses de 2014, um programa desenvolvido pela área de engenharia de processos reduziu o tempo de produção de cada semirreboque em 40%.

Resultados

Empresa prevê reação após queda de 13%

O ano que passou foi o mais difícil desde 2009 para a indústria de implementos rodoviários. Na soma de mercado doméstico e exportações, as vendas caíram 11%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

A Pastre não passou incólume. Em volume, suas vendas caíram cerca de 30%. Mas, como ela se saiu bem em segmentos de preço mais alto, a queda das receitas foi mais suave, de 13%. Ainda assim, um baque para quem vinha de um crescimento de 9% no ano anterior. A retração fez a empresa cortar gastos e demitir cerca de 140 funcionários– hoje emprega 430 pessoas.

Segundo o gerente comercial Daniel Ayres Gabardo, duas das três linhas de produtos da Pastre tiveram bom desempenho em 2014: a de especiais, responsável por 26% do faturamento, e a de caçambas, com 21%. O problema foi o tombo da área de basculantes, origem de 53% das receitas e muito sensível ao desempenho do agronegócio. “Com a queda das cotações dos grãos, os produtores seguraram produto. Sem escoamento, a demanda por implementos caiu”, explica.

Projeção

Para 2015, a Pastre trabalha com três cenários possíveis, do mais favorável ao mais pessimista. O quadro intermediário, que a empresa vê como mais provável, soa otimista: com base na expectativa de retomada das vendas ao setor agrícola, ela projeta uma alta de 30% no faturamento anual, mesmo admitindo que o 1.º trimestre será um dos piores dos últimos tempos.

Há pelo menos dois grandes obstáculos à frente: a lentidão em obras de infraestrutura e construção civil, que tende a afetar as vendas de caçambas, e as novas regras da linha de crédito Finame, do BNDES. Além de pagar juros mais altos, quem for comprar caminhões e implementos não poderá mais financiar 100% do bem.

Durante os meses de novembro e dezembro de 2014 a Pastre desenvolveu e implantou, através do seu departamento de Engenharia de Processos, um grandioso projeto de melhoria contínua na linha de produção do Semirreboque Transporte de Pás Eólicas. O ganho de produtividade foi significativo, com a redução em 40% do tempo de produção de cada semirreboque.

Um grupo formado por cerca de dez colaboradores dos setores de Engenharia de Processos, Controle da Qualidade, Segurança do Trabalho, Logística, Manutenção Industrial e Produção, são os responsáveis pelo projeto, que foi estruturado seguindo a metodologia Gemba Kaizen, desenvolvida no Japão e muito utilizada em diversas empresas pelo mundo. Os métodos de Gemba Kaizen para melhoramento contínuo têm por finalidade desenvolver um trabalho em grupo para identificar os problemas e suas causas raízes utilizando ferramentas adequadas, propor soluções, aplicar as melhorias, padronizar os processos e acompanhar os resultados para garantir as metas estabelecidas.

Os desafios deste grupo eram muitos, como: melhorar a produtividade, reduzir desperdícios, baixar custos e melhorar o ambiente de trabalho, tudo isso em um curto prazo e com baixo investimento. “Não inventamos nada, apenas ajustamos uma metodologia já existente para os padrões da Pastre” relata Moisés Santos, um dos colaboradores responsáveis pelo projeto. “Mostramos que a melhoria contínua é necessária e que pode funcionar em qualquer departamento da empresa. Desenvolvemos algo com base nas ferramentas utilizadas em multinacionais, testamos na linha de produção do Semirreboque Transporte de Pás Eólicas e o desafio agora é expandir para os demais setores”, projeta Moisés.

Ao todo foram 38 dias de muito trabalho, com readequações de processos e layout, construção de mais de vinte dispositivos e gabaritos para chegar à um resultado satisfatório, que não poderia ser melhor. Foram registrados diversos ganhos em padronização, qualidade, segurança e produtividade. O número que mais chama atenção é a redução em 40% do tempo de produção de cada semirreboque, o que possibilita a Pastre aumentar ainda mais sua participação em um mercado onde já é líder no Brasil, o de Semirreboques para Transporte de Pás Eólicas.

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SOBRE O SEMIRREBOQUE

Sempre atenta às novas tendências e também preocupada com a geração de energia através de fontes limpas e renováveis, a Pastre desenvolveu um semirreboque exclusivo para atender o mercado de energia eólica. Produzido com tecnologia de ponta 100% brasileira, oferece uma solução inteligente e inovadora para o transporte das gigantescas pás, que podem ultrapassar os 60 metros de comprimento.

Com grande investimento em pesquisa e desenvolvimento, a Pastre passou mais de dois anos estudando este cenário a fim de oferecer uma solução que supra as necessidades de toda cadeia produtiva, desde os fabricantes de aero geradores até os transportadores de pás. Já reconhecida no mercado como uma empresa com espírito inovador (responsável pela introdução das chapas de aço de alta resistência no Brasil, além de diversos modelos de carretas até então desconhecidos no país), a Pastre resolveu surpreender mais uma vez.

O Semirreboque Extensível dedicado para transporte de pás eólicas, é um implemento rodoviário desenvolvido exclusivamente para este tipo de transporte, também confeccionado com chapas de aço de alta resistência e muita tecnologia embarcada. Trata-se de uma carreta telescópica com 23,5 metros “fechada” e 50 metros “aberta” em sua totalidade. Possui três eixos distanciados e direcionais, dispostos de maneira ainda não utilizada no Brasil, que permitem manobras mais precisas em pátios onde anteriormente estes implementos nem entrariam.

Este é um projeto bastante ousado, mas que conta com um grande esforço e investimento por parte de engenharia, para colocar no mercado um implemento que tem tudo para ser mais um grande sucesso de vendas e satisfação dos clientes Pastre. A expectativa é de que a partir de agora, o transportador brasileiro não tenha mais que recorrer somente aos produtos importados, fortalecendo a indústria nacional e gerando riquezas e mais empregos para o Brasil. Além de poder contar com total suporte da Pastre, uma fabricante nacional que está com sua rede de representantes comerciais e casas de assistência técnica em acelerada expansão em todas as regiões do país.

Imagem de Amostra do You Tube

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O Brasil terá que prestar atenção nos setores de energia e agropecuária para reduzir a emissão de gases que causam o efeito estufa, afirmam especialistas. Os dois são responsáveis pelo crescimento da quantidade destes poluentes no ar e, para que haja mudança significativa, deverão ser priorizados, segundo o compromisso do país diante da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-20), que ocorreu mês passado em Lima, capital do Peru.

“A redução do desmatamento foi muito significativa nos últimos dez anos. O problema deixa de ser este e passa a ser agricultura e energia. O Brasil terá que pensar nisso”, afirmou à Agência Brasil o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor da Coppe-UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.


No ano passado, o Brasil emitiu 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono, das quais 27% foram do setor agropecuário

Situação piorou

No ano passado, o Brasil emitiu cerca de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente, o que representa aumento de 7,8% em relação a 2012 e o maior valor registrado desde 2008. O setor de mudança de uso do solo corresponde a 35% do total das emissões. O setor de energia responde por 30%, seguido pelo agropecuário (27%), o industrial (6%) e o de resíduos (3%). Os números são do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima.

O SEEG aponta o incremento no uso de energia termoelétrica de fontes fósseis e do consumo de gasolina e diesel como alguns dos principais responsáveis pela reversão da tendência da última década. Para o coordenador de mudanças climáticas e energia da organização não governamental WWF-Brasil, André Nahur, a questão é preocupante por serem estas formas de geração de energia algumas das principais plataformas de desenvolvimento adotadas pelo país. “Para que mudanças sejam implementadas é preciso vontade política de explorar energia eólica, solar. O que tem é um entrave político de resoluções que criam dificuldade para que esse tipo de energia consiga crescer bastante”, disse à Agência Brasil.


A redução do desmatamento foi muito significativa nos últimos dez anos, segundo especialistas.

Longo caminho a percorrer

A COP-20 aprovou o rascunho de acordo para reduzir a poluição, base para pacto global esperado para o ano que vem, em Paris. Delegados de 195 países trabalharam no projeto e vão anunciar nos próximos meses seus compromissos para diminuir as emissões entre 40% e 70% até 2050, com a necessidade de limitar o aumento da temperatura global a 2 graus.

Para especialistas como Pinguelli e Nahur, o documento aprovado é um avanço, mas com lacunas. Os planos de redução serão diferenciados, já que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica pela poluição. No entanto, a questão do financiamento dos países mais ricos para ajudar os países em desenvolvimento deixou a desejar. No relatório final, consta que o montante a ser destinado é facultativo.

“Um dos princípios da convenção é que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica e, portanto, devem ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a reduzir as emissões e se adaptarem às mudanças climáticas. É um tema importante que acabou não sendo contemplado plenamente no documento final”, explica André Nahur, da WWF.

Fonte: O Dia
 Semirreboque Extensível Pastre

Semirreboque Extensível Pastre

Começou a funcionar o primeiro parque eólico de um fabricante de veículos no Brasil. A aposta é que a força dos ventos de Xangri-lá (RS), que no verão costuma incomodar os turistas em férias no litoral gaúcho, seja suficiente para suprir com folga todo o consumo de energia elétrica de 70 mil megawatts por ano da fábrica de automóveis da Honda em Sumaré (SP). “Este investimento (de R$ 100 milhões) vai reduzir em 30% as emissões de CO2 da nossa planta e evitar a emissão de 2,2 milhões de toneladas por ano”, explica Carlos Eigi, presidente da Honda Energy, subsidiária criada especialmente para administrar o novo negócio, único da companhia em todo o mundo.

“Nosso foco não é financeiro, mas atender nossas metas de sustentabilidade (de reduzir em 30% das emissões globais de CO2 no período de 2000 a 2020 em todas as operações do grupo)”, destacou Eigi durante a inauguração do primeiro parque eólico da Honda no mundo, na quarta-feira, 26.

Mesmo que a intenção não seja essa, a geração eólica parece ser um bom negócio também. O executivo não revela o custo da energia gerada em Xangri-lá, mas admite que o preço do megawatt “é de 40% a 45% mais barato do que a energia comprada hoje da CPFL para Sumaré”. Segundo ele, o investimento deverá ser pago em sete anos. Como Xangri-lá tem capacidade para gerar 95 mil MW por ano e Sumaré consome 70 mil, se os ventos gaúchos forem favoráveis podem ainda sobrar 25 mil MW/ano que entram como crédito na conta de luz da Honda.

“Há cerca de dois anos começamos a estudar formas de mudar nossa matriz energética para fontes mais limpas nas operações no Brasil e chegamos à conclusão que a geração eólica era o melhor caminho”, explica o presidente da Honda Energy. Ele cita que essa fonte tem pouco impacto ambiental e está entre as mais baratas, além de gerar menos emissões de gases de efeito estufa. “Enquanto um parque eólico emite apena 7 kg de CO2 por MW gerado, uma hidrelétrica gera 24 kg e uma usina térmica a diesel chega a 180 kg”, explica. A energia solar também foi considerada, “mas é muito cara e menos eficiente, emite 36 kg por MW”.

Xangri-lá foi o local escolhido pela constância dos ventos na região e a proximidade com a rede elétrica, o que reduziu os custos de transmissão. Toda a energia gerada percorre uma linha de 1,2 km até a estação Atlantida 2 da Eletrosul, a companhia de eletricidade do Rio Grande do Sul, e de lá é injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN), com crédito para a Honda. A capacidade máxima do parque eólico é de 27 MW/hora (95 mil megawatts por ano), com nove geradores eólicos de 3 MW/hora cada um trabalhando em tempo integral. Tudo depende da intensidade dos ventos, mas é energia suficiente para sustentar o consumo de uma cidade de 35 mil habitantes.

Cada aerogerador comprado da dinamarquesa Vestas custou perto de R$ 9 milhões. “O equipamento consumiu 75% do investimento”, diz Eigi. A instalação das turbinas levou 10 meses para ser concluída dentro do terreno de 3,27 milhões de metros quadrados, que foi arrendado por 20 anos com extensão de mais 10 anos de um proprietário particular – que vai continuar plantando arroz ao redor das torres. A área construída do parque eólico ocupa apenas 55 mil metros quadrados – além das nove turbinas há uma pequena estação de controle e uma subestação que transforma os 34,5 mil Volts gerados em 65 mil para a transmissão até a Eletrosul.

Todo o equipamento é importado: as torres de 94 metros de altura vieram da China, as hélices de três pás, com 55 metros de diâmetro e 15 toneladas, foram compradas nos Estados Unidos e os nove aerogeradores, cada um do tamanho de um ônibus, foram embarcados diretamente da Vestas na Dinamarca. O conjunto tem 150 metros de altura no total e foi assentado sobre uma fundação com 18 estacas que, dependendo do solo, têm de 10 a 18 metros de profundidade e consumiu 40 caminhões de concreto e 33 toneladas de aço para manter a enorme estrutura de pé diante da força dos ventos.

EXPANSÃO

A Honda já estuda a expansão do negócio para fornecer energia limpa a outras operações no Brasil, a fábrica de motos de Manaus (AM), que deverá ser integrada ao SIN em futuro próximo, e a nova planta de automóveis no interior paulista, em Itirapina, que começa a produzir até o fim de 2015. “Itirapina tem a mesma capacidade de Sumaré, em torno de 120 mil carros/ano em dois turnos, portanto precisaríamos de mais um parque igual a este de Xangri-lá. Já para Manaus seria necessário quase o dobro disso, entre 18 e 20 geradores”, prevê Eigi.

O executivo admite a intenção da Honda em ampliar sua geração eólica, mas não confirma quando isso pode acontecer. Ele avalia que não seria possível colocar mais turbinas no mesmo terreno de Xangri-lá: “É necessária distância mínima entre as torres de mil metros, porque se colocar uma muito perto da outra gera turbulência e perde eficiência de geração”, explica. “Por isso provavelmente teremos de procurar outros lugares para instalar um novo parque.”

A eletricidade gerada pela força dos ventos passa por momento de forte expansão, segundo informa Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica): “O Brasil é o terceiro país que mais investiu em geração eólica em 2014, atrás só da China e Alemanha. É o segundo país mais atrativo em regime de ventos para este tipo de energia. Com os investimentos feitos este ano passaremos do 13º para o 10º lugar no mundo em capacidade eólica instalada, são 15 gigawatts por ano, o suficiente para abastecer uma capital como Porto Alegre. A perspectiva é de grande crescimento. Em breve essa será a segunda maior fonte de eletricidade no mercado brasileiro”, afirma.

“A Honda é a primeira autoprodutora de energia eólica no Brasil e esse exemplo pioneiro deverá ser seguido por outras empresas”, acredita a presidente da Abeólica. “O vento nordeste que chega a incomodar os turistas aqui agora trabalha para gerar energia limpa. Outros com certeza verão essa oportunidade”, comemora Cilon Rodrigues, prefeito de Xangri-lá, que agora vê fonte de renda para o município onde antes só havia arroz, brejos e ventania.

Fonte: Automotive Business

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No dia 05 de junho comemora-se o Dia do Meio Ambiente.

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da Secretaria Especial do Meio Ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

Fonte: Brasil Escola

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A Bahia será o primeiro estado do país a receber um complexo híbrido de geração de energia eólica e solar, que será construído pela Renova Energia em Caetité, no Sudoeste baiano.

Com investimentos de R$ 130 milhões, o empreendimento terá capacidade instalada de 26,4 megawatts (MW), sendo 21,6 MW de eólicas e 4,8 MWpico de energia solar.

A Renova já recebeu a primeira parcela de R$ 6 milhões do financiamento de R$ 108 milhões firmado com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para iniciar a construção da usina, que está prevista para entrar em operação no início de 2016.

O complexo prevê a instalação de cerca de 20 mil placas fotovoltáicas, que serão ligadas a quatro inversores e, em seguida, a uma subestação. A estação também receberá a energia que será produzida pelos parques eólicos. Segundo o presidente da Renova Energia, Mathias Becker, o objetivo é encontrar uma forma economicamente viável de explorar a energia solar no Brasil.

 “Na região de Caetité, as duas fontes são complementares. Na prática, a produção de energia eólica é maior no período noturno, quando a geração de energia solar é praticamente nula. A combinação das duas fontes garante o fornecimento contínuo de energia do projeto e reduz o custo da fonte solar, que separadamente ainda é elevado”, afirmou Becker.

O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, comemora o pioneirismo. “Nossas jazidas de vento do semiárido baiano agora serão também solares. A Bahia é o único Estado a ter comercializado energia em todos os leilões com contratações realizadas para a fonte eólica, com investimentos de R$ 12 bilhões”.

Correia lembra ainda que o projeto híbrido da Renova além de usar as fontes naturais de forma sustentável, faz com que elas se tornem competitivas em termos de custo. O fornecimento de energia firme do complexo, de 12 MW médios (o equivalente ao consumo de uma cidade com 130 mil pessoas), foi comercializado por meio de um contrato de 20 anos de duração no mercado livre.

Segundo a Renova, a empresa deverá incluir projetos de fonte solar e eólica no leilão de energia do tipo “A-5” (que negocia contratos com início de fornecimento em cinco anos), marcado para 12 de setembro, e no leilão de energia de reserva, ainda em estudo pelo governo. No ano passado, a empresa cadastrou 200 MW de fonte solar no leilão “A-5”.

Fonte: Tribuna da Bahia

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Na tarde de ontem (15) foram fotografados na BR 101 sentido à Joinville dois Semirreboques Extensíveis fabricados pela PASTRE, que transportavam uma pá eólica de 60 metros cada um. A PASTRE tem apostado no segmento de transportes especiais e desenvolveu este implemento exclusivo, com tecnologia 100% brasileira, para atender mais esta demanda dos transportadores.

O mercado eólico está alcançando uma posição de importante fonte de energia em todo mundo. No Brasil, o setor começa a colher os primeiros frutos dessa modalidade de geração de energia, depois de uma fase inicial de experimentações. O sucesso atual é resultado da atuação da iniciativa privada, que aproveitou as oportunidades criadas pelo governo, em um cenário orientado pelas leis do mercado de livre concorrência e competitividade. Diferentemente do mercado europeu, que foi impulsionado artificialmente por políticas públicas de subsídios e que não resistiram à crise econômica mundial.

O Brasil vive um momento muito importante na instalação de parques e geração de energia eólica, estima-se que o potencial eólico brasileiro chegue em 300GW. O crescimento médio anual esperado para esta fonte é de 2,0GW. Em uma projeção para 2022, segundo publicação do Plano Decenal de Energia, pesquisa realizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil terá 17GW de capacidade eólica instalada, o que corresponderá a 9,5% da matriz energética.

Todo este investimento na geração de energia eólica acaba encontrando um gargalo quando o assunto é o transporte das pás e todos os componentes dos aero geradores. Cada uma das três pás que compõem uma torre eólica tem ao menos 35 metros, sendo que as que foram fotografadas na tarde ontem (15) mediam espantosos 60 metros, as maiores fabricadas atualmente no Brasil!

Sempre à procura de novas tendências e também preocupada com a geração de energia através de fontes limpas e renováveis, a PASTRE desenvolveu um semirreboque exclusivo para atender este mercado. Produzido com tecnologia de ponta 100% brasileira, oferece uma solução inteligente e inovadora para o transporte destas gigantescas pás.

Para o transporte destas peças, que é feito por rodovias, é necessário que seja contratada uma empresa especializada no segmento de cargas indivisíveis e de grande porte, acompanhada de dois batedores credenciados e emissão de uma AET (Autorização Especial de Trânsito). Sendo assim, não existem muitos transportadores habilitados para este tipo de operação no Brasil. Porém, a maior dificuldade relatada por transportadores e fabricantes de pás eólicas, é de que até então no Brasil nenhum fabricante de implementos rodoviários tenha desenvolvido e fabricado uma carreta exclusiva para este transporte, ou melhor, que atenda plenamente as exigências e características técnicas tão complexas, sendo necessária a importação de carretas fabricadas principalmente na Espanha, Bélgica e Itália.

Com grande investimento em pesquisa e desenvolvimento, a PASTRE está há mais de dois anos estudando este cenário a fim de oferecer uma solução que supra as necessidades de toda esta cadeia produtiva, desde os fabricantes de aero geradores até os transportadores de pás. Já reconhecida no mercado como uma empresa com espírito inovador (responsável pela introdução das chapas de aço de alta resistência no Brasil, além de diversos modelos de carretas até então desconhecidos no país), a PASTRE resolveu surpreender mais uma vez.

O Semirreboque Extensível dedicado para transporte de pás eólicas, é um implemento rodoviário desenvolvido exclusivamente para este tipo de transporte, também confeccionado com chapas de aço de alta resistência e muita tecnologia embarcada. Trata-se de uma carreta telescópica com 23,5 metros “fechada” e 50 metros “aberta” em sua totalidade. Possui três eixos distanciados e direcionais, dispostos de maneira ainda não utilizada no Brasil, que permitem manobras mais precisas em pátios onde anteriormente estes implementos nem entrariam.

Este é um projeto bastante ousado, mas que conta com um grande esforço e investimento por parte de engenharia, para colocar no mercado um implemento que tem tudo para ser mais um grande sucesso de vendas e satisfação dos clientes PASTRE. A expectativa é de que a partir de agora, o transportador brasileiro não tenha mais que recorrer somente aos produtos importados, fortalecendo a indústria nacional e gerando riquezas e mais empregos para o Brasil. Além de poder contar com total suporte da PASTRE, uma fabricante nacional que está com sua rede de representantes comerciais e casas de assistência técnica em acelerada expansão em todas as regiões do país.

Já se imaginou viajando pelas estradas e se deparar com uma Pá Eólica de 60 metros na sua frente? Foi o que aconteceu ontem na BR-101, sentido Joinville.