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Inovações para o Transporte

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O Ministério dos Transportes divulgou na última sexta-feira (26) o balanço de 2014, no qual mostra os principais resultados de investimentos púbicos e privados feitos em rodovias, ferrovias, hidrovias, além do desempenho do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e demais ações da Pasta e das instituições vinculadas.

Com relação ao transporte rodoviário, o governo diz que estão sendo investidos recursos na ampliação da malha rodoviária, objetivando o escoamento daprodução nacional, a ampliação da fronteira agrícola e a segurança no transporte de bens e passageiros, por meio das ações do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

Em 2014, 516 km de rodovias federais foram construídos, duplicados ou pavimentados. Desde 2011, foram construídos um total de 1.749 km de estradas, além da pavimentação de 597 km e a adequação de mais outros 435 km de rodovias.

Malha ferroviária

O transporte ferroviário tem importância estratégica para o país. As ferrovias possibilitam a movimentação de grandes quantidades de carga por longas distâncias, com fretes competitivos e baixo índice de emissões de poluentes.

Segundo o relatório apresentado pelo ministério, foram concluídos 913,7 km de ferrovias, entre 2011 e 2014, com destaque para a Ferrovia Norte-Sul: trecho Palmas/TO – Anápolis/GO (855 km);  o rebaixamento da Linha Férrea de Maringá (13,2 km); a construção do Contorno Ferroviário de Araraquara/SP e pátio de Tutóia (35,5 km); e a construção do Contorno Ferroviário de Três Lagoas (10 km).

Hidrovias

De acordo com o Ministério, em mais de 6.000 km de hidrovias foram executadas ações para garantir a navegabilidade. Dentre as intervenções, o governo destacou as obras de adequação e melhoria nos corredores dos rios Madeira, Paraná, Paraguai e São Francisco, com destaque para as dragagens de manutenção. Também foi destacado o apoio dado pelo governo federal aos melhoramentos na Hidrovia do Tietê, em São Paulo, com início de obras de dragagem do canal de Anhembi e de ampliação do vão da ponte ferroviária Ayrosa Galvão.

Fonte: Portogente

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Mesmo com o recuo nas cotações das commodities, o governo espera elevar em 6,2% as exportações nacionais de grãos neste ano. Isso porque a desvalorização de 18% no preço da soja é parcialmente compensada pela alta de 15% na cotação do dólar, explicou ontem a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. “Não tenho preocupação em relação ao comércio exterior”, garantiu.

Kátia Abreu e os ministros dos Portos, Edinho Araújo, e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, anunciaram ontem (13) medidas para evitar que o escoamento da nova safra seja marcado por filas de caminhões nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Mesmo não sendo a opção mais econômica, as duas instalações ainda são as mais utilizadas para a exportação de grãos no País.

Para esses dois terminais, o governo promete aperfeiçoar o sistema de agendamento que, no ano passado, ajudou a reduzir o custo do frete em 7%, segundo cálculos oficiais. De manual, o sistema passará a ser eletrônico. O governo também promete credenciar mais um pátio para que os caminhões aguardem autorização até ingressar nos terminais. “Essa iniciativa lançada no ano passado deu resultados positivos”, disse Edinho Araújo. A ministra Kátia Abreu estimou uma economia de 70% na taxa paga às embarcações pela demora no carregamento.

Nos portos do Norte, o problema é acesso aos terminais. Uma das principais vias, a BR-163, ainda não está totalmente asfaltada até o porto fluvial de Miritituba (PA). O asfaltamento dessa rodovia se arrasta há 40 anos, como reconheceu o secretário executivo dos Transportes, Anivaldo Vale. As obras de pavimentação estão contratadas, mas estima-se que só estejam concluídas no fim de 2016. Por ora, o governo lançará mão de soluções paliativas, como o cascalhamento da via e a oferta de tratores para desencalhar caminhões.

O governo deverá também ampliar as áreas disponíveis no porto de Vila do Conde (PA), próximo de Belém, para a construção de novos terminais privados. Está na Casa Civil da Presidência uma minuta de decreto presidencial modificando a demarcação de área (chamada “poligonal”), de forma que poderão ser implantados mais três ou quatro terminais privados na área.

O plano do governo prevê ações integradas das três pastas para enfrentar o desafio de exportar parte das 202 milhões de toneladas de grãos previstas para a safra 2014/2015. A estimativa é de que apenas o complexo soja seja responsável pelo embarque de 64,2 milhões de toneladas de grão e farelo neste ano.

Entre as ações anunciadas pelos ministros está a utilização de 426 embarcações nas hidrovias Madeira e Tapajós. As barcaças compõem o sistema de transporte do chamado Arco Norte, corredor logístico que o governo tenta fomentar na região para reduzir a pressão sobre os portos de Santos e Paranaguá.

Fonte: Frotacia
 Semirreboque Extensível Pastre

Semirreboque Extensível Pastre

Começou a funcionar o primeiro parque eólico de um fabricante de veículos no Brasil. A aposta é que a força dos ventos de Xangri-lá (RS), que no verão costuma incomodar os turistas em férias no litoral gaúcho, seja suficiente para suprir com folga todo o consumo de energia elétrica de 70 mil megawatts por ano da fábrica de automóveis da Honda em Sumaré (SP). “Este investimento (de R$ 100 milhões) vai reduzir em 30% as emissões de CO2 da nossa planta e evitar a emissão de 2,2 milhões de toneladas por ano”, explica Carlos Eigi, presidente da Honda Energy, subsidiária criada especialmente para administrar o novo negócio, único da companhia em todo o mundo.

“Nosso foco não é financeiro, mas atender nossas metas de sustentabilidade (de reduzir em 30% das emissões globais de CO2 no período de 2000 a 2020 em todas as operações do grupo)”, destacou Eigi durante a inauguração do primeiro parque eólico da Honda no mundo, na quarta-feira, 26.

Mesmo que a intenção não seja essa, a geração eólica parece ser um bom negócio também. O executivo não revela o custo da energia gerada em Xangri-lá, mas admite que o preço do megawatt “é de 40% a 45% mais barato do que a energia comprada hoje da CPFL para Sumaré”. Segundo ele, o investimento deverá ser pago em sete anos. Como Xangri-lá tem capacidade para gerar 95 mil MW por ano e Sumaré consome 70 mil, se os ventos gaúchos forem favoráveis podem ainda sobrar 25 mil MW/ano que entram como crédito na conta de luz da Honda.

“Há cerca de dois anos começamos a estudar formas de mudar nossa matriz energética para fontes mais limpas nas operações no Brasil e chegamos à conclusão que a geração eólica era o melhor caminho”, explica o presidente da Honda Energy. Ele cita que essa fonte tem pouco impacto ambiental e está entre as mais baratas, além de gerar menos emissões de gases de efeito estufa. “Enquanto um parque eólico emite apena 7 kg de CO2 por MW gerado, uma hidrelétrica gera 24 kg e uma usina térmica a diesel chega a 180 kg”, explica. A energia solar também foi considerada, “mas é muito cara e menos eficiente, emite 36 kg por MW”.

Xangri-lá foi o local escolhido pela constância dos ventos na região e a proximidade com a rede elétrica, o que reduziu os custos de transmissão. Toda a energia gerada percorre uma linha de 1,2 km até a estação Atlantida 2 da Eletrosul, a companhia de eletricidade do Rio Grande do Sul, e de lá é injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN), com crédito para a Honda. A capacidade máxima do parque eólico é de 27 MW/hora (95 mil megawatts por ano), com nove geradores eólicos de 3 MW/hora cada um trabalhando em tempo integral. Tudo depende da intensidade dos ventos, mas é energia suficiente para sustentar o consumo de uma cidade de 35 mil habitantes.

Cada aerogerador comprado da dinamarquesa Vestas custou perto de R$ 9 milhões. “O equipamento consumiu 75% do investimento”, diz Eigi. A instalação das turbinas levou 10 meses para ser concluída dentro do terreno de 3,27 milhões de metros quadrados, que foi arrendado por 20 anos com extensão de mais 10 anos de um proprietário particular – que vai continuar plantando arroz ao redor das torres. A área construída do parque eólico ocupa apenas 55 mil metros quadrados – além das nove turbinas há uma pequena estação de controle e uma subestação que transforma os 34,5 mil Volts gerados em 65 mil para a transmissão até a Eletrosul.

Todo o equipamento é importado: as torres de 94 metros de altura vieram da China, as hélices de três pás, com 55 metros de diâmetro e 15 toneladas, foram compradas nos Estados Unidos e os nove aerogeradores, cada um do tamanho de um ônibus, foram embarcados diretamente da Vestas na Dinamarca. O conjunto tem 150 metros de altura no total e foi assentado sobre uma fundação com 18 estacas que, dependendo do solo, têm de 10 a 18 metros de profundidade e consumiu 40 caminhões de concreto e 33 toneladas de aço para manter a enorme estrutura de pé diante da força dos ventos.

EXPANSÃO

A Honda já estuda a expansão do negócio para fornecer energia limpa a outras operações no Brasil, a fábrica de motos de Manaus (AM), que deverá ser integrada ao SIN em futuro próximo, e a nova planta de automóveis no interior paulista, em Itirapina, que começa a produzir até o fim de 2015. “Itirapina tem a mesma capacidade de Sumaré, em torno de 120 mil carros/ano em dois turnos, portanto precisaríamos de mais um parque igual a este de Xangri-lá. Já para Manaus seria necessário quase o dobro disso, entre 18 e 20 geradores”, prevê Eigi.

O executivo admite a intenção da Honda em ampliar sua geração eólica, mas não confirma quando isso pode acontecer. Ele avalia que não seria possível colocar mais turbinas no mesmo terreno de Xangri-lá: “É necessária distância mínima entre as torres de mil metros, porque se colocar uma muito perto da outra gera turbulência e perde eficiência de geração”, explica. “Por isso provavelmente teremos de procurar outros lugares para instalar um novo parque.”

A eletricidade gerada pela força dos ventos passa por momento de forte expansão, segundo informa Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica): “O Brasil é o terceiro país que mais investiu em geração eólica em 2014, atrás só da China e Alemanha. É o segundo país mais atrativo em regime de ventos para este tipo de energia. Com os investimentos feitos este ano passaremos do 13º para o 10º lugar no mundo em capacidade eólica instalada, são 15 gigawatts por ano, o suficiente para abastecer uma capital como Porto Alegre. A perspectiva é de grande crescimento. Em breve essa será a segunda maior fonte de eletricidade no mercado brasileiro”, afirma.

“A Honda é a primeira autoprodutora de energia eólica no Brasil e esse exemplo pioneiro deverá ser seguido por outras empresas”, acredita a presidente da Abeólica. “O vento nordeste que chega a incomodar os turistas aqui agora trabalha para gerar energia limpa. Outros com certeza verão essa oportunidade”, comemora Cilon Rodrigues, prefeito de Xangri-lá, que agora vê fonte de renda para o município onde antes só havia arroz, brejos e ventania.

Fonte: Automotive Business

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Capitalizados após uma sequência de safras lucrativas nos últimos anos, os Estados Unidos têm combatido os preços baixos segurando as vendas. No momento em que a colheita da safra 2014/15 entra na reta final no país, a comercialização de grãos no mercado físico norte-americano fica restrita à soja, apurou a Expedição Safra 2014/15 durante o roteiro de mais de 2 mil quilômetros que cumpriu pelo Corn Belt na última semana. Apesar de ter perdido quase um terço de seu valor no pior momento do ano, a oleaginosa ainda tem preços mais remuneradores que os do milho, que já não cobrem os custos de produção no país.

A estratégia tem beneficiado o Brasil, que acumula estoques recordes do cereal após dois anos de safras cheias e agora aproveita a oportunidade para desovar seus excedentes no mercado internacional. A resistência dos produtores norte-americanos em se desfazer de sua produção possibilitou ao Brasil sustentar exportações acima da marca das 2 milhões de toneladas num período em que, historicamente, a competição com o produto dos EUA tende a desacelerar os embarques nacionais.

Somente em outubro, 3,18 milhões de toneladas de milho saíram dos portos brasileiros rumo ao exterior – a marca deve ser mantida nos próximos meses. Produtores norte-americanos relataram aos técnicos e jornalistas da Expedição que pretendem segurar o milho em seus armazéns pelo menos até fevereiro, o que poderia ajudar o Brasil a manter suas exportações aquecidas também no primeiro semestre de 2015, a exemplo do que ocorreu nos últimos dois anos.

“Vendi o pouco que consegui colher até o início de outubro para aproveitar os prêmios de entressafra. Mas, agora, com o bushel a menos de US$ 3,50 no mercado físico, esse milho que está da lavoura vai direto para o armazém”, relata Bill Rhea. Com espaço suficiente para estocar 15 mil toneladas de grãos na propriedade que mantém em Arlington (Nebraska), ele afirma estar preparado para segurar a produção por até um ano, à espera de preços melhores. Apenas para cobrir os custos de produção, precisaria vender o cereal a US$ 4 por bushel.

Mais armazém

Do campo ao armazém: Matt McGinnis, de Indianola, investe em silos para estocar a produção recorde
Os preços em queda incentivaram Matt McGinnis a investir na compra de um complexo de cinco silos com capacidade para estocar perto de 2 mil toneladas em Indianola, na região central de Iowa. “Vou estrear os armazéns com lotação total. Guardar a produção também tem custo, mas a esses preços não tem como vender. É prejuízo na certa”, diz o produtor.

Com capacidade estática para armazenar cerca de 600 milhões de toneladas de grãos, os EUA teriam, em tese, espaço de sobra para guardar toda a safra 2014/15, estimada pelo USDA em 474,4 milhões de toneladas. Na prática, contudo, não é o que vem ocorrendo. Pilhas de milho a céu aberto e silos-bolsa lotados de grãos – uma imagem bastante comum no Cerrado brasileiro e nos Pampas argentinos – é um cenário cada vez mais frequente no Corn Belt. “Com área e produtividade recorde, essa é sem dúvida a nossa maior safra de soja de todos os tempos. Mesmo no milho, que teve o plantio reduzido, a produção será gigantesca. Vai ser difícil arranjar espaço para tanto grão”, resume Terry Bline, gerente em uma unidade de recebimento de grãos em Roanoke, na região central de Illinois.

Preços

Rick (esq.) e Grant Kimberly finalizam a colheita da soja em Iowa com produtividade acima de 4 mil kg/ha
Em meio a produção recorde, mercado encontra fôlego para subir

Apesar da chuva, que continua interrompendo os trabalhos no campo, os produtores norte-americanos conseguiram tirar o atraso e praticamente encerrar a colheita da soja na última semana e agora avançam para a metade final da tarefa no milho. Mas, mesmo diante da confirmação de uma safra histórica no país, as cotações dos grãos têm encontrado espaço para reagir no mercado internacional nas últimas semanas.

Os preços da soja, que no pior momento do ano chegaram a ameaçar romper a barreira dos US$ 9 por bushel na Bolsa de Chicago, hoje trabalham acima dos US$ 10, com os contratos referentes à colheita sul-americana sinalizando cotações próximas aos US$ 10,50/bushel. O milho, que em setembro chegou a bater em US$ 3,20/bushel, ganhou cerca de US$ 0,50 desde então e retomou o patamar de US$ 3,70, com os vencimentos mais distantes já de volta à casa dos US$ 4/bushel.

“Nas vendas antecipadas, conseguimos negociar soja a US$ 12/bushel e milho a US$ 5/bushel. Quando o mercado começou a cair, interrompemos a venda, mas talvez essa seja uma boa hora para voltar ao mercado e comercializar mais uma parcela da produção”, detalha Rick Kimberly, de Maxwell (Iowa).

No Brasil, o mercado doméstico acompanhou o movimento e, alentado também pelo dólar (que bate nos R$ 2,50), oferece aos produtores mais de R$ 60 pela saca de soja e perto de R$ 20 pela saca de milho em várias praças do Paraná. Com a safra recorde nos EUA já precificada, o mercado olha agora para a América do Sul e, diante do atraso nos trabalhos de plantio da nova safra, adiciona o chamado prêmio de risco às cotações.

Fonte: Gazeta do Povo

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Mesmo com o crescimento da exportação, os Portos de Paranaguá e Santos não registraram filas este ano. No caso de Santos, deixar para trás uma história de congestionamentos é uma novidade.

As pistas tranquilas nem parecem da rodovia que recebeu a última safra. No ano passado, a fila de caminhões para descarregar no Porto de Santos era imensa. Chegou a passar de 50 quilômetros.

A mudança se deve principalmente a uma nova forma de chegada da carga. Desde janeiro desse ano a data para descarregar no terminal é agendada pela internet. “A viagem vem certinha, bem programada. Chega ali e tem o horário de você vir para cá, não igual a gente ficava aí na rodovia parado. Cheguei a ficar dois dias de lá para cá. Com o agendamento ficou mais fácil”, garante Oseias Ornelas, caminhoneiro.

Quem chega antes espera em um dos pátios de triagem. São três pátios, com duas mil vagas ao todo. A ideia é não parar nas estradas e seguir em direção ao terminal só quando tiver a liberação. Foi o que fez o caminhoneiro Francisco da Costa, que chegou com farelo de soja de Alto Araguaia, Mato Grosso. “Você chega praticamente no horário certo. Primeiro você chegava e ficava dois dias no pátio para depois ir para a descarga mais um dia. Está se encaixando e está ficando bom”.

O grande teste para a medida foi entre os meses de março e abril, quando, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi registrado o pico do escoamento da safra de grãos. “O processo funcionou muito bem este ano, ainda com um sistema preliminar, que é um sistema só de controle de agendamentos. A partir deste ano a gente começa a implementar o sistema definitivo, que chama portolog, que vai ter muito mais automação. Nós vamos conseguir, inclusive, acompanhar onde o caminhão está, da saída da fazenda até o porto”, explica Angelino Caputo, presidente da Codesp.

O Porto de Paranaguá já faz o agendamento eletrônico desde 2011.

Fonte: Globo Rural

O Brasil triplicou a exportação de soja e milho em contêineres organizando uma estrutura de embarque e despacho pelo país afora. Nos cinco principais portos exportadores, 23,3 mil compartimentos que atravessariam os oceanos Atlântico e Índico vazios foram carregados em 2013, ante 6,6 mil em 2012. Os grãos “encaixotados” seguiram principalmente para China e dispensaram 14 navios graneleiros.

O maior impulso ocorreu no Paraná e foi puxado pela oleaginosa. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) havia movimentado 1.880 compartimentos de grãos (cada um com 27 toneladas) em 2012 e atingiu 10.850 unidades no último ano – 70% com soja e 30% com milho. Isso significa que 2,6% e 2% das exportações dessas commodities, respectivamente, estão saindo do Porto de Paranaguá estufados em embalagens de aço.

A prática, que era uma exceção, veio para ficar, aponta o superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva. Em contêineres, o transporte marítimo de grãos é tradicionalmente 50% mais barato, mas faltava ajustar o embarque da produção. Postos de recepção que remetem a soja com toda a documentação pronta para exportação estão funcionando em Cambé (Norte), Maringá (também Norte), Cascavel (Oeste), Guarapuava (Centro) e Paranaguá (Litoral). Novos pontos de carregamento devem funcionar ainda em 2014 em Ponta Grossa (Campos Gerais) e Campo Largo (Região de Curitiba).

A previsão é que, neste ano, o embarque de grãos “conteinerizados” aumente 68% no Paraná, para 18 mil unidades. Com isso, o país deve estufar mais de 30 mil contêineres. Esses números equivalem a 11 e a 20 navios graneleiros.

Os exportadores Para­­naenses esperam deixar de gastar R$ 20 milhões com transporte marítimo. Em todo o país, a economia tende a chegar a R$ 33,5 milhões, considerando diferença de custo de R$ 1,1 mil por contêiner.

Quando os compartimentos não voltam para a Ásia vazios, os transportadores e os exportadores também lucram com a alternativa. “O transportador consegue colocar o contêiner lá fora novamente rentabilizando o negócio”, aponta o diretor comercial do Porto de Itapoá (SC), Marcos Harwardt. No ano passado, da movimentação de longo curso do terminal catarinense, 10% eram grãos em 1.785 contêineres.

Limitação

O limite da exportação de grãos por contêiner é justamente o número de compartimentos disponíveis, uma vez que a soja e o milho ainda não são o foco desse tipo de transporte. Além disso, os exportadores nem sempre estão dispostos a comprar contêineres.

No TCP, 6 mil contêineres vazios deixam o Porto de Paranaguá todo mês. A estimativa é que, por questões de tamanho e destino, 40% podem receber soja. Isso significa que há espaço para que o carregamento cresça 22% (ou 64,5 mil toneladas).

Economia de tempo está relacionada a filas de navios

O carregamento de um navio contêiner por contêiner parece mais demorado que o feito por esteiras, mas não é: dura de um dia e meio a dois dias. Mas o importador que recebe soja “encaixotada” espera um mês a menos na Ásia. Isso porque há menos filas de embarcações para atracar no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). O importador asiático que depende do Corredor de Exportação aguarda mais de dois meses.

Por outro lado, quando o transporte no interior do Brasil é feito de trem, pode demorar mais que o dobro que o de caminhão. Metade dos contêineres seguem de trem a Paranaguá, enquanto que para o embarque a granel o uso de ferrovias é exceção. Cada contêiner leva 27 toneladas de grão e cada caminhão cerca de 45 t.

Conteinerização

A exportação de soja por contêineres exige despacho no interior do estado, carregamento marítimo de unidade por unidade, mas pode ser mais rápida

4 a 4

Os grãos exportados em navios graneleiros saem dos silos (1) em caminhões ou trens (2) e, em Paranaguá, passam por depósitos (3) para, finalmente, chegar às esteiras carregadoras (4). Os que seguem para navios de contêineres saem dos silos (1) de caminhão (2), são despejados nos contêineres (3) para viagem por rodovia ou ferrovia. Na sequência, ficam empilhados em Paranaguá (4) até a hora do carregamento final.

Fluxo contínuo

Uma das vantagens logísticas da soja em contêiner é que o carregamento dos navios não precisa ser interrompido quando está chovendo. Perto da metade dos contêineres carregados com grãos no interior do Paraná segue até Paranaguá de trem e, nas ferrovias (menos usadas para carregar navios graneleiros), o risco de interrupções no tráfego é menor.

Custo

Os exportadores de grãos pagam US$ 500 por contêiner (US$ 18,5 ou R$ 41,5 por tonelada), preço pelo menos 50% abaixo da cotação dos navios de granéis para esse mesmo volume.

 Fonte: Gazeta do Povo