Financiamento Archives - Blog PastrinhoBlog Pastrinho

Inovações para o Transporte

Blog Pastrinho


Arquivo
Financiamento

pastre-blog-2015-agronegocio

A Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) e o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) firmaram, no dia 18/8, um acordo de dois anos que tem como objetivo facilitar o financiamento de implementos por agricultores cadastrados no Mais Alimentos, programa do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Além disso, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) também renovou o contrato firmado com o Ministério para mais dois anos.

Com isso, os implementos, máquinas e equipamentos utilizados para fim agrícola poderão ser financiados pelos pequenos agricultores com a linha de crédito disponível pelo BNDES com juros que variam de 2,5% ao ano para compras de até R$ 10 mil; 4,5% anual para uma ou mais operações com valor entre R$ 10 mil e R$ 30 mil; e também de 5,5% ao ano para operações acima de R$ 30 mil.

Fonte: Transporta Brasil

pastre-blog-pastrinho-cargas-brasil

O BNDES autorizou os bancos a realizarem o Refinanciamento de operações contratadas no âmbito do Programa BNDES de Financiamento a Caminhoneiros (BNDES Procaminhoneiro) e do Subprograma Bens de Capital do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), por meio da Circular nº 26/2015. Empresários do setor do transporte de cargas e caminhoneiros possuem até dezembro para fazer a solicitação. A prorrogação foi um dos pedidos da categoria durante as greves realizada entre fevereiro e abril.

De acordo com a circular do BNDES, as operações são destinadas contratos até 31 de dezembro de 2014 para aqueles que financiaram caminhões, chassis, caminhões-tratores, carretas, cavalos-mecânicos, reboques, semirreboques, incluídos os tipos dolly, tanques e afins, carrocerias para caminhões, novos ou usados, sistemas de rastreamento novos, seguro do bem e seguro prestamista.

A medida é valida para aqueles que possuem Receita Operacional Bruta anual ou anualizada até R$ 2,4 milhões, ou seja, empresários individuais, empresas individuais de responsabilidade limitada, sociedades, associações e fundações do segmento de transporte rodoviário.

Como acordado entre a categoria e o governo federal, as condições de refinanciamento tem como objeto de renegociação as 12 primeiras parcelas de amortização com vencimento a partir da formalização da operação pelo BNDES. A circular desta ainda que “Será concedida uma nova carência de 12 (doze) meses a partir da formalização da operação de refinanciamento”.

Apenas uma renegociação poderá ser realizada por operação.

Confira aqui a Circular nº 26/2015 do BNDES.

long-tail-img-2-galeria

No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI em 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Fonte: Automotive Business

short-tipper-img-4-galeria

No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

Veja a tabela logo abaixo:

  GRANDES MÉDIAS E PEQUENAS AUTÔNOMO
JUROS AO ANO 10% 9,5% 9,0%
% FINANCIÁVEL 50% 70% 70%
PRAZO DE PAGAMENTO 72 meses 72 meses 96 meses
CARÊNCIA 6 meses 6 meses 24 meses

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa divulgada na terça-feira, 23, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI para 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Abaixo segue o link do site BNDS:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Programas_e_Fundos/Psi/psi_bk.html

Fonte: Automotive Business

bitrem-vermelho-pastre

Segundo fontes ligadas às negociações, já está sobre a mesa do demissionário ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do futuro ainda a ser oficialmente nomeado, Joaquim Levy, um pedido da indústria para estender até o fim de março de 2015 a linha de crédito do PSI, com juros subsidiados pelo Tesouro para a compra de veículos comerciais e implementos rodoviários. A ideia seria manter o programa como está, com taxa de 6% ao ano e 100% do valor do bem financiável, para evitar o “buraco” de mercado que seria gerado com a falta de financiamento para o setor, como já aconteceu no início de 2014. Os últimos contratos de PSI só serão aceitos pelo BNDES até esta sexta-feira, 5. O governo já prometeu que o programa seria adotado também em 2015, mas até agora não determinou as condições de taxas, prazos e parcela financiável para o próximo ano, o que deixa o setor mais uma vez, com o pires na mão em Brasília.

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, com o apoio de outros setores interessados, tenta demonstrar à nova equipe econômica – que se mostra relutante em renovar subsídios do Tesouro aos empréstimos do BNDES – que a paralisação dos financiamentos via PSI neste momento causaria profundo impacto negativo ao setor pelo segundo ano consecutivo, provocando interrupção na produção de caminhões e ônibus (que respectivamente já cai 24,2% e 15,9% este ano de janeiro a novembro) e prováveis demissões. Os negociadores entendem que os futuros ministros não terão tempo de avaliar o programa ainda este ano para renová-lo com novas bases. Por isso, a proposta é deixar o PSI como está até 31 de março, para reformatar o programa no primeiro trimestre do ano.

“Poderia ser adotada a extensão do atual programa até 31 de março, por exemplo, de maneira a dar mais tempo à nova equipe para analisar o programa e seus efeitos no mercado. Dessa forma os negócios não sofreriam paralisia”, afirmou em nota distribuída à imprensa Alcides Braga, presidente da Anfir, a associação dos fabricantes de implementos rodoviários, também diretamente interessada e afetada pela linha de crédito do BNDES, que financia cerca de 80% das vendas assim como acontece com caminhões e ônibus.

Todo o setor de veículos comerciais tornou-se altamente dependente dos financiamentos com juros subsidiados pelo governo, que agora precisa ajustar suas contas e reduzir os subsídios ao mínimo. Nessa equação, os negociadores vão tentar segurar ao máximo os juros do PSI, mas entendem que, mesmo com um aumento substancial da taxa, ainda seria melhor do que ficar sem o programa. Mesmo que o custo da linha de crédito subisse para 9% ou 10% ao ano, não existe no mercado brasileiro nenhum outro financiamento mais barato do que isso. Outro fator, até mais importante do que a taxa em si, é manter a parcela financiável em 100% do valor do bem, o que incentiva muito mais clientes a comprar, mesmo com juro maior.

O esforço dos negociadores é para convencer a equipe econômica que, a um custo relativamente barato para o Tesouro, já contando com aumento de taxa e redução do subsídio ao PSI, seria possível manter um programa importante para incentivar o investimento em bens de capital, justamente a parcela do PIB que mais precisa crescer no País para mitigar os efeitos da contração da economia em 2015.

Fonte: Automotive Business

pastre-blog-finame-agricola-liberacao-2014

A Caixa Econômica Federal deve iniciar nas próximas semanas as primeiras liberações de recursos aos produtores rurais para financiamento de máquinas e implementos agrícolas novos, além de caminhões. Os pedidos de empréstimo encaminhados pelos agricultores estão sob análise do banco. Os financiamentos poderão ser contratados por pessoa física, pessoa jurídica ou por cooperativas.

A linha de crédito para a aquisição de máquinas, implementos agrícolas e caminhões tem recursos do programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame Agrícola) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e começou a ser operada pela CAIXA na safra atual – 2014/2015. Estas operações estão previstas dentro do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) do BNDES.

Pelas regras do BNDES, podem ser financiados pelo Finame Agrícola as máquinas, implementos agrícolas, caminhões, bens de informática e automação novos, incluídos conjuntos e sistemas industriais, destinados à produção agropecuária, desde que tenham sido produzidos no Brasil. Estes bens devem apresentar índice de nacionalização mínimo de 60%, em valor e peso, ou cumprir o Processo Produtivo Básico (PPB), que são as etapas de produção mínimas necessárias para a fabricação de um determinado produto como uma das contrapartidas aos benefícios fiscais.

As condições que a CAIXA oferece aos produtores, empresas agrícolas e cooperativas no Finame Agrícola são as seguintes:

– Produtores ou pessoa jurídica com faturamento anual inferior a R$ 90 milhões: juros de 4,5% e prazo de pagamento do empréstimo de até 10 anos incluída a carência neste prazo;

– Produtores ou pessoa jurídica com faturamento anual superior a R$ 90 milhões: taxa de 6% anuais com pagamento podendo ser feito em até 10 anos.

– Pessoas físicas para financiamento de caminhões: juro de 6% e prazo de pagamento de até 10 anos.

A CAIXA fixou o limite de financiamento em R$ 10 milhões por proposta. Com isso, o produtor poderá ter mais de um empréstimo para aquisição de máquinas e implementos.

No Plano de Safra 2014/2014, o governo programou recursos de R$ 4,5 bilhões para o PSI Rural, que terá os juros variando de 4,5% a 6% ao ano, sem limite de crédito por tomador. O prazo de pagamento será de 10 anos com três de carência.

Fonte: Caixa

caminhões-em-Curitiba-PR

Diante de cenário retraído para o mercado nacional de bens de capital, dentre eles caminhões, ônibus, implementos rodoviários e máquinas agrícolas e de construção, o BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico, publicou no Diário Oficial da União da terça-feira, 19, medida importante que estimula o financiamento desses bens via PSI/Finame. 

Por meio da circular 35 (leia aqui), o PSI passa a financiar 100% do valor do bem de capital. Portanto, o percentual financiável que era 80% do valor do bem para empresas com receita operacional bruta (ROB) acima de R$ 90 milhões ao ano e 90% para companhias com ROB igual ou inferior a esse valor, com a medida foi unificado em 100%, independente do ROB. Os juros anuais de 6% praticados pela linha PSI/Finame foram mantidos. 

“Trata-se de uma medida que poderá trazer reflexos positivos às vendas de implementos, mas não terá capacidade para reverter a expectativa de balanço negativo em 2014”, explica em nota Alcides Braga, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, a Anfir. O segmento de implementos acumula queda de 9% nas vendas de janeiro a julho em relação a igual intervalo do ano passado. A entidade prevê retração ainda maior, de 10%, até o fim do ano (leia aqui). 

Mesmo sem conseguir reverter a situação atual, na visão de Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir, as medidas poderão ajudar no desempenho do mercado em 2015. Mas para isso é necessário continuidade. “O governo que tomará posse em 1º de janeiro precisa estar atento à importância da manutenção dessas medidas de incentivo à indústria”, avalia. 

No segmento de caminhões, a retração nas vendas dos primeiros sete meses foi de 13,6%, para pouco mais de 77 mil unidades licenciadas. No de ônibus, é ainda maior: 15,3% na comparação com o ano passado, totalizando 15,5 mil emplacamentos. O segmento de máquinas agrícolas e de construção entregou 39,3 mil unidades até julho, o que representa queda anual de 19,2%. Os números são da Anfavea, associação nacional dos fabricantes de veículos.

Fonte:  Automotive Business

blog-pastre-ipi-caminhoes-predio_bndes

O governo federal anunciou na semana passada duas medidas cruciais para incentivar a cadeia produtiva, principalmente a indústria automobilística. A primeira delas é a prorrogação do prazo de vigência do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), iniciativa do BNDES para o financiamento de máquinas, equipamentos, veículos e, agora, modernização industrial.

O PSI tinha prazo de validade a vender em dezembro deste ano e, com a prorrogação até 2015, as linhas de financiamento para a compra de caminhões, ônibus e outros bens de capital oferecidas pelo BNDES são mantidas com taxa de juros de 6% ao ano e condições especiais. O plano do governo é disponibilizar recursos da ordem de R$ 80 bilhões para os novos financiamentos.

O crédito pode ser utilizado pelas empresas para a compra de ônibus, carrocerias e chassis para ônibus, caminhões, caminhões-trator, carretas, cavalos mecânicos, reboques, semirreboques, chassis e carrocerias para caminhões, incluindo semirreboques tipo dolly e afins, carros-fortes e equipamentos especiais adaptáveis a chassis, como betoneiras, guindastes, compactadores de lixo e qualquer outro tipo de implemento registrado no órgão de trânsito competente.

A taxa anual de juros para a compra de ônibus elétricos, híbridos ou outro com tração elétrica é de 4%. Para caminhões, a taxa é de 6% ao ano. O prazo contratado para caminhões pode ser de até 10 anos, incluindo 3 ou 6 meses de carência.

IPI zero permanente para caminhões e ônibus

Outra medida importante do pacote de incentivos anunciado pelo governo federal é a alíquota zero de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para bens de capital, o que inclui a isenção total do imposto para caminhões, ônibus, máquinas e equipamentos.

Fonte: Transporta Brasil

Em sua reunião mensal, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) justificou uma importante alta de 16,8% nos emplacamentos de caminhõesocorrida em maio na comparação com abril. “Maio foi o primeiro mês inteiro sob as normas atuais para o financiamento de veículos”, afirma o presidente da entidade, Luiz Moan, referindo-se à liberação do Finame Simplificado, que ocorreu durante o mês de abril. 

Os 12,7 mil caminhões lacrados em maio representaram alta inclusive sobre o mesmo mês de 2013 (de 0,6%) e amenizaram a retração no acumulado do ano, que está em 11,3% no confronto com os mesmos cinco meses de 2013. Os segmentos com quedas mais expressivas de janeiro a maio são os dos caminhões leves (1,6 mil unidades de janeiro a maio e recuo de 25%) e semileves (10,1 mil unidades e retração de 25,2%).

“Por causa das restrições à circulação em grandes centros eles vêm sendo substituídos por comerciais leves”, explica o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini. “E como seus compradores têm poder aquisitivo menor, também são afetados pela falta de crédito”, diz Saltini. 

O segmento de maior volume, o dos pesados, registrou 4,8 mil unidades em maio, alta de 15,5% sobre abril e de 12,4% sobre maio de 2013. No acumulado, as 20 mil unidades vendidas mostram queda de 6,9% ante iguais meses de 2013. 

PRODUÇÃO

Com 12,7 mil unidades montadas, a produção de caminhões em maio superou em 3,1% a de abril, puxada pelos semipesados, que registraram 5,6 mil unidades e alta de 17% sobre o mês anterior. 

No acumulado do ano, a produção nacional de caminhões registra 67,8 mil unidades e queda de 12,5% ante os mesmos cinco meses de 2013. 

EXPORTAÇÕES

O envio de caminhões ao exterior em maio somou 1.590 unidades, registrando queda de 11% ante abril. No acumulado do ano, o embarque de 8,2 mil unidades implicou recuo de 7% ante os mesmos meses de 2013. A retração mais intensa, de 20,3%, ocorre no segmento de maior volume, o de pesados. Até maio de 2013 o Brasil havia exportado 4,46 mil destes caminhões. Neste ano, o volume caiu para 2,76 mil. 

ÔNIBUS

Diferentementblog-pastre-finame-simplificado-financiamento-caminhoese do que ocorreu com os caminhões em maio, os emplacamentos de ônibus tiveram alta inexpressiva, de 0,3% sobre abril. Na comparação com maio de 2013, o segmento recuou 15,5%. No acumulado do ano foram lacrados no País 11,4 mil novos ônibus, levando a uma queda de 12,5% em relação aos mesmos cinco meses do ano passado. 

produção nacional, com 17,77 mil chassis no acumulado do ano, registra ligeira alta de 1,5% sobre o período janeiro-maio de 2013. O Brasil fabricou 13,85 mil ônibus urbanos (queda de 4,3%) e 3,92 mil rodoviários no acumulado do ano (alta de 28,9%).

As exportações chegam a 2,89 mil ônibus no período até maio, com pequena queda de 5,1% no confronto com o mesmo período de 2013. A retração não foi maior porque este ano os fabricantes instalados no Brasil têm exportado mais ônibus rodoviários do que no ano passado. Esse segmento registrou 1,22 mil unidades no acumulado e alta de 22,6% sobre o mesmo período de 2013. 

Os modelos urbanos somaram 1,66 mil unidades e queda de 18,6% em relação aos mesmos meses de 2013. 

Para ver o estudo completo da Anfavea, acesse aqui.

Fonte: Automotive Business

pastre-blog-financiamento-veiculos

O total de recursos liberados para financiamento de veículos durante os três primeiros meses de 2014 foi de R$ 27,6 bilhões, 7% superior ao mesmo período de 2013, quando foram concedidos R$ 25,1 bilhões. Considerando apenas março, nota-se uma pequena queda na liberação de recursos, com R$ 8,3 bilhões concedidos, ante R$ 8,8 bilhões, no exercício anterior. Esta diferença deve-se principalmente pela quantidade menor de dias uteis deste ano, devido o feriado de Carnaval.

O saldo das carteiras de financiamentos apresentou quedas consecutivas durante os três primeiros meses de 2014, segundo o boletim mensal da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). Importante ressaltar que, apesar das retrações, o saldo do crédito para aquisição de veículos pelas pessoas físicas e jurídicas corresponde a 4,5% do PIB. As carteiras de CDC e Leasing fecharam o primeiro trimestre em R$ 223,1 bilhões, após a queda de 1,1 ponto percentual em março.

Segundo Décio Carbonari, presidente da ANEF, a queda no saldo de financiamentos não está atrelada à queda no número de propostas aprovadas. “O setor utilizou promoções, como as de taxa zero, fator que diminuiu o valor médio dos financiamentos e teve grande impacto no saldo. A política adotada pelas montadoras ao subsidiar taxas menores provoca esta queda no saldo, mas torna o financiamento mais atraente e tende a estimular a venda de veículos.”

Outra boa notícia para o terceiro mês do ano foi a manutenção do índice que registra o não pagamento com mais de 90 dias. A inadimplência no setor automotivo teve queda de 0,1 p.p. em março, chegando a 5%, no CDC para pessoa física. Os atrasos inferiores a 90 dias, apesar de não representarem inadimplência, apontaram alta e preocupam. Também em CDC para pessoa física, passaram de 7,5%, em fevereiro, para 8,4% em março, o maior índice desde maio de 2013, quando atingiu 8,5%.

Para Carbonari, as consecutivas quedas são motivos para comemoração, mas não para acomodação. “Apesar das constantes baixas na inadimplência, permance a preocupação para que o endividamento não volte a crescer e o número de atrasos não retorne aos patamares anteriores.”

Juros

As taxas de juros apresentaram-se estáveis em março. A ponderação média utilizada pelo mercado, para pessoa física, teve ligeira queda, passando de 1,8% a.m. e 23,9% a.a. para 1,77% a.m. e 23,5% a.a., respectivamente. As taxas praticadas pelas associadas da ANEF se mantiveram em 1,35% a.m. e 17,46% a.a. A Selic, que iniciou o exercício em 0,84% a.m. e 10,50% a.a., não sofreram grandes oscilações no mês e seguiram em 0,85% a.m. e 10,75% a.a.

Planos e prazos de financiamento

Nos contratos firmados em março, os planos máximos oferecidos pelos bancos foram de 60 meses, mas a média manteve-se em 42, assim como em igual mês de 2013.

Modalidades de pagamento

Durante o primeiro trimestre, 52% das vendas de veículos e comerciais leves foram efetuadas por CDC. A segunda modalidade mais utilizada foi o pagamento à vista, que representou 38%, seguido pelo Consórcio, 8%, e vendas por meio de Leasing, com apenas 2%.

No segmento de caminhões e ônibus, 71% foram adquiridos com pagamento via Finame; 14% à vista; 11% por CDC; 2% por Consórcio; e 2% utilizando Leasing e Finame Leasing. Na aquisição de motos, as modalidades de pagamento foram divididas entre Consórcio, 36%, CDC, 32%, e pagamento à vista, 32%.

Sobre a ANEF

Fundada em 1993, a ANEF representa as suas marcas associadas junto aos órgãos do governo, de entidades de classe e associações congêneres, divulga, esclarece e presta informações, tanto à imprensa quanto aos consumidores em geral, sobre as modalidades de financiamentos – CDC (Crédito Direto ao Consumidor), Finame, Leasing e Consórcio –, nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas. A entidade representa, hoje, 15 marcas e suas respectivas estruturas de serviços financeiros, incluindo bancos, empresas de arrendamento mercantil e administradoras de consórcios vinculados à indústria automotiva.

Fonte: Segs