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Inovações para o Transporte

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A linha de caminhões 797 da Caterpillar é famosa por oferecer alguns dos maiores veículos terrestres do planeta. Esses gigantes de mais de 7 metros de altura e quase 15 metros de comprimento são usados na mineração, sendo extremamente importantes para o transporte de cargas que variam de 360 a 400 toneladas.

Somando essa carga com seu peso estrutural, os caminhões 797 podem chegar a pesar quase 624 toneladas. Em contrapartida, eles não são nada velozes, atingindo velocidades máximas que giram em torno de 65 km/h.

Mas você já parou para pensar como esses enormes veículos chegam até as áreas de mineração? Como você deve imaginar, todo esse peso pode ser muito prejudicial para as estradas convencionais. Assim, a circulação desse tipo de caminhão é proibida em muitos países fora das regiões de escavação.

A saída de transporte do Caterpillar 797 foi evidenciada por um vídeo divulgado no YouTube em 2010, mas que ainda se faz atual. Outros caminhões convencionais são utilizados para distribuir de maneira mais eficiente o peso desse veículo monstruoso, evitando que o asfalto seja danificado.

Fonte: Tecmundo

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A Volvo iniciou esta semana as entregas das primeiras unidades dos caminhões FH16, orçados em cerca de R$ 1 milhão e considerados os mais potentes do mundo, com 750 cavalos, para os clientes brasileiros. O modelo, importado da Suécia, tem aplicação no transporte de cargas indivisíveis e operações que exigem alto desempenho da máquina.

De acordo com o diretor de Caminhões da Volvo, Bernardo Fedalto, este modelo é indicado para projetos especiais de transporte. “Estes caminhões vão transportar máquinas, equipamentos e componentes com grandes dimensões e peso, como grupo geradores, transportadores, pás eólicas, vigas, pré-moldados, entre outras, normalmente utilizadas nas indústrias ou em obras de infraestrutura”, explica o executivo.

As empresas compradoras do FH16 estiveram em Curitiba (PR), na fábrica da Volvo, para receber os novos caminhões e, entre elas, estavam a Transpes, de Belo Horizonte (MG), a Transdata, de São Paulo, o Grupo Santin, de Araraquara (SP), a Transportes Pesados Blumenau, de Blumenau (SC), a Transportes Gilson, também de Blumenau e a Opencargo, de Porto Alegre (RS).

Os super caminhões são equipados com motor D16G de 16 litros, capaz de desenvolver 750 cavalos de potência e 2800Nm de torque a uma rotação de 900 rpm. A configuração de eixos do modelo é 8×4. “Estamos trazendo da Europa o mais potente e mais avançado caminhão do mundo para atender uma demanda específica do mercado brasileiro de transportes. Os transportadores de cargas especiais têm agora a oportunidade de adquirir um caminhão com capacidade de tração de até 250 toneladas, motor de 750 cv de potência, torque de 3550 Nm, freio motor VEB mais retarder com potência de frenagem de até 1180cv, e uma caixa de câmbio inteligente I-Shift, entre outros importantes atributos”, complementa Alexander Boni, gerente comercial de caminhões da linha F.

Para o cliente, a aquisição se traduz e aumento de capacidade operacional para o transporte de cargas especiais. O diretor de Logística e Infraestrutura da Transpes, empresa compradora de 8 unidades do FH16, o caminhão de 750 cavalos vai permitir aumento de 20% na capacidade de tração de sua frota. “Teremos mais segurança nas viagens por conta da potência de frenagem auxiliar de mais de 1 mil cavalos de potência”, comenta Alfonso Gonzalez, da Transpes, empresa que roda mais de 30 milhões de quilômetros por ano carregando 1,1 mil toneladas em projetos especiais.

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A Transpes é um cliente Pastre há muitos anos e também nesse momento estamos realizando uma das maiores entregas de 22 Semirreboque Carrega-Tudo, com 6 modelos diferentes. Sendo:

+ Semirreboque Carrega-Tudo 3 Eixos Plano;

+ Semirreboque Carrega-Tudo 3 Eixos Rebaixado;

+ Semirreboque Carrega-Tudo 4 Eixos Plano;

+ Semirreboque Carrega-Tudo 4 Eixos Extensível;

+ Semirreboque Carrega-Tudo 5 Eixos Extensível;

+ Semirreboque Carrega-Tudo 6 Eixos Plano.

Ficamos muito felizes em fazer parte desta história de sucesso que é a Transpes e também a Opencargo. E parabenizamos as empresas, que assim como nós, contribuem nas Inovações para o Transporte.

Fonte: Transporta Brasil

Meios de transporte com dimensões colossais são verdadeiros feitos da engenharia contemporânea e o que dizer então de um navio destinado ao transporte de outras embarcações?

Sob o nome de Blue Marlin, o veículo marítimo semissubmersível é considerado um dos expoentes mais valiosos da categoria de navios “carga pesada”; suas dimensões possibilitam também o transporte de plataformas petrolíferas e fundações.

As especificações de um gigante das águas

O Blue Marlin possui 224 metros de comprimento e largura de 63 metros; a extensão do deck do navio pode ser comparada ao tamanho de dois campos de futebol (a área total fica, portanto em cerca de 11.200 m²) – até 75 mil toneladas podem ser transportadas. Vale dizer que as atuais dimensões do transportador de embarcações pesadas são uma conquista recente: em 2004, o Blue Marlin passou por uma reforma que o deixou ainda mais imponente. Abaixo, veja galeria de imagens com alguns dos feitos mais notáveis realizados pela estrondosa embarcação.

Para mover-se pelas águas, o navio conta com 24 motores alimentados a diesel – o conjunto de engrenagens dessas duas dúzias de comedores de óleo é capaz de gerar a formidável quantidade de 17 mil cavalos de potência. Apesar de contar com tanto poder , Blue Marlin movimenta-se à velocidade de contidos 13 kntos (o que corresponde a 25 km/h). O deck do navio pode ficar até 13 metros debaixo d’água e 60 pessoas, acomodadas por 38 cabines, são responsáveis por dar vida ao colosso dos mares.

Algumas das cargas transportadas

22 BARCAÇAS E QUASE 60 MIL TONELADAS

Uma das cargas mais delicadas já transportadas pelo Blue Marlin foi um conjunto de 22 barcaças (cada uma delas possui o peso de cerca de 3 mil toneladas). Ao somar quase 60 mil toneladas em suas costas, o carregamento não colocou a capacidade máxima à prova: um desafio logístico, porém, é que foi enfrentado pela equipe de carga.

PLATAFORMA PETROLÍFERA

Em 2004, um recorde foi batido por Blue Marlin. Ao viajar de Okpo (Coreia do Sul) a Corpus Christi (EUA) com uma plataforma petrolífera acoplada a seu novo e redimensionado deck, a embarcação configurou-se como a responsável por transportar a carga mais pesada via oceano: a plataforma BP ThunherHorse viajou mais de 25 mil quilômetros até o Golfo Do México. O peso transportado? Mais de 60 toneladas.

PLATAFORMA DE PERFURAÇÃO

Outra estação destinada à exploração de terras subaquáticas foi transportada pelo Blue Marlin. Desta vez, uma plataforma destinada à perfuração é que pegou carona nas costas da embarcação. O equipamento foi levado de Cingapura a Corpus Christi (EUA). A imagem abaixo exibe a estação de exploração Ocean Monarch.

Dockwise Vanguard, a irmã de Blue Marlin

Lançada há apenas dois anos, a Dockwise Vanguard é considerada a “irmã caçula” do lendário Blue Marlin. Suas capacidades de transporte são ainda mais impressionantes; um sistema dinâmico de arranjo de cabines permite que uma miríade de cargas seja transportada. Com comprimento de 275 metros e largura de 70 metros, esta dama das águas pode atingir a velocidade de quase 27 quilômetros por hora; a carga máxima é de 110 mil toneladas.

Dockwise Vanguard, a “irmã caçula” de Blue Marlin.

Até o momento, poucos transportes foram feitos pela Dockwise Vanguard: em fevereiro de 2013, uma carga de 53 mil toneladas subiu ao deck também semissubmersível da embarcação — a plataforma petrolífera Jack/St. Malo é que viajou da Coreia do Sul até o Golfo do México. Outras duas entregas foram feitas pela versão “atualizada” de Blue Marlin no ano passado; uma encomenda por parte da Hyundai Heavy Industries está agendada para 2015 – vale dizer que a Dockwise, empresa responsável por construir ambas as embarcações, já pensa em construir um sucessor do Vanguard.

Fonte: Tecmundo

blog-pastre-br-restricao-copa-mundo-2014Br-163

A restrição de veículos pesados (bitrens, rodotrens e outros) na BR-163, começou ontem, às 17h e seguiu até a zero hora, entre Rondonópolis e Cuiabá. A Polícia Rodoviária Federal informou que a medida é por causa dos jogos que acontecerão na Arena Pantanal, pois há previsão do aumento do fluxo de turistas e torcedores circulando nas rodovias que dão acesso à capital mato-grossense.

Segundo a PRF, o motorista que descumprir a determinação será multado. A infração é media, gera multa de R$ 85,13 e quatro pontos na CNH. Além disso, será obrigado a permanecer com o veículo estacionado até o final do horário de restrição.

A restrição segue hoje das 6h às 12h, na BR-163, entre Rondonópolis e Cuiabá; e nos mesmos horários de Sinop a Rondonópolis dia 13; na BR-364 de Cuiabá a Alto Garças dia 14; e novamente na 163 de Sinop a Rondonópolis dias 17, 27 e 24.

Fonte: Blogdocaminhoneiro

O Brasil sempre foi um país que apostou bastante no sistema rodoviário de transporte e, por conta disso, os caminhões sempre fizeram parte do nosso trânsito, tanto em ruas quanto em estradas.

Mas nem todos os veículos dessa área possuem o mesmo porte: alguns, mais por necessidade do que por estilo, são verdadeiros gigantes. Vários caminhões que trabalham em minas ou obras imensas parecem mais robôs saídos diretamente da franquia Transformers.

Eles impressionam por conta do tamanho e da quantidade de carga que carregam e, abaixo, você conhece alguns deles – sem ordem nenhuma e sem englobar todos os integrantes do universo desses gigantes de metal.

1) Liebherr T 282C, o líder

  • Altura: 7,84 metros
  • Comprimento: 15,31 metros
  • Velocidade máxima: 64 km/h
  • Carga máxima: 363 t
  • Peso total: 600 t

Desde 2011 reconhecido pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como o maior caminhão do mundo, o Liebherr T282C, fabricado pela Westech, é utilizado em áreas de mineração para transporte de resíduos. Só as rodas desse gigante medem 4,57 metros de altura.

E ele não é só tamanho: tecnologias que ajudam na estabilidade do material carregado e que diminuem a formação de poeira fazem dele uma das melhores opções no ramo, além de ser o veículo com a maior capacidade de carga da classe em relação ao peso do caminhão vazio. Funciona a partir de um motor a diesel e tem um sistema de direção personalizado.

2) Caterpillar 797F, o monstro

  • Altura: 7,7 metros
  • Comprimento: 15 metros
  • Velocidade máxima: 67,6 km/h (cheio)
  • Carga máxima: 363 t
  • Peso total: 623 t

O monstro da Caterpillar também é usado em minerações e ganhou um infográfico só para ele aqui no Tecmundo. Praticamente todos os números sobre o modelo impressionam: por exemplo, cada pneu do veículo tem 4 metros de altura e custa cerca de R$ 97 mil.

O motor de 20 cilindros dá até 4 mil cavalos de potência – mas que não são o suficiente para fazer o veículo andar muito rápido, tamanha a quantidade da carga que ele costuma carregar. Quem quiser um desses precisa desembolsar até R$ 11,4 milhões.

3) Terex 33-19 Titan, o único

  • Altura: 9,2 metros
  • Comprimento: 20,35 metros
  • Velocidade máxima: 48 km/h (cheio)
  • Carga máxima: 350 t
  • Peso total: 548 t

Fabricado pela General Motors do Canadá em 1973, essa máquina pintada na cor verde ficou 13 anos servindo o país em obras e estradas até virar uma atração turística. Por muito tempo, ele foi considerado o maior caminhão do mundo, especialmente por contar com um motor extremamente potente de 16 cilindros.

O mais curioso é que apenas um protótipo do Titan foi construído para o mercado de mineração de carvão. Para você ter uma ideia da capacidade, dois ônibus e duas camionetes são capazes de preencher totalmente a caçamba do veículo.

4) LeTourneau TC-497 Mk II, o trem sobre rodas

  • Comprimento: 174 metros
  • Carga máxima: 150 t
  • Peso: 450 t (cheio)
  • Velocidade máxima: 32 km/h

Este aqui foi colocado na lista pela questão histórica. Também chamado de Overland Train, o veículo é um híbrido entre caminhão e trem, com a diferença de que ele funciona todo sobre rodas, mas pode ser formado por até 12 vagões — sendo que dois deles eram usados para carregar turbinas e motores. Formado por um total de 54 rodas, o Overland Train precisava de uma equipe de seis pessoas para ser operado e custava, na época, US$ 3,7 milhões.

Esse caminhão, que parece uma serpente de metal quando visto de cima, foi construído para levar equipamentos e suprimentos dentro e fora de estradas dos Estados Unidos na década de 1950. Menos de duas décadas depois, possivelmente por conta da dificuldade em manter o veículo, ele foi descontinuado e vários dos modelos tiveram as peças reutilizadas, exceto algumas unidades, que hoje são considerados sucata.

5) Iveco Trakker 410T48, o brasileiro

  • Altura: 3,13 metros
  • Comprimento: 9,47 metros
  • Carga máxima: 176 t
  • Velocidade máxima: 109 km/h

Apesar de não chegar nem perto dos gigantes mostrados aqui (compare as medidas para ver como ele é “nanico” em comparação aos recordistas mostrados anteriormente), trata-se do maior caminhão do Brasil. Esse veículo de estilo plataforma foi baseado em um modelo que chegou a vencer o Rali Dakar 2012 e possui um motor de 480 cv.

A economia de combustível também é um grande destaque do modelo. Além de ser bastante utilizado no país, o Iveco Trakker é estrela de feiras de agronegócio e caminhões.

6) Liebherr LTM 11200-9.1, o guindaste

  • Altura: 4,42 metros
  • Comprimento: 18,3 metros
  • Velocidade de trânsito: 75 km/h
  • Peso: 96 t

O mais potente caminhão-guindaste móvel sobre pneus tem a maior lança telescópica do mercado, formada por oito elementos e que atinge mais de 100 metros. Ele é capaz de levantar até 1,2 mil toneladas – 12 baleias adultas ao mesmo tempo, para efeitos de comparação.

Esse gigante roda incompleto pelas estradas até chegar à obra solicitada: algumas de suas peças são transportadas separadamente para que ele não tombe ou ande devagar demais. Ao todo, ele custa cerca de US$ 10 milhões.

7) Western Star Centipede, a supercarreta

  • Comprimento: 55 metros
  • Velocidade máxima: 64 km/h

A fabricante australiana Western Star é a responsável por caminhões ameaçadores, como esse modelo que usa seis carretas e 110 pneus. São 24 marchas ao todo, sendo duas de ré. O motor é da já citada Caterpillar e ele é usado para transportar materiais em minas de zinco.

Um sensor no painel do motorista avisa no caso de algum acidente com as últimas carretas do comboio, que não são visualizadas pelo retrovisor. Você teria coragem de ultrapassar um desses na estrada?

Fonte: Tecmundo

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Segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog MS), a cada mês partem do Estado 23 mil carretas transportando sojaou milho para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). O número sobe para 30 mil caminhões com a soma de açúcar e cana. Em 2014, também segundo o Setlog MS, os transportadores daquele Estado devem comprar entre 5 mil e 6 mil caminhões extrapesados (vejaaqui).

Para falar sobre alguns aspectos do transporte de carga daquele Estado, Automotive Businessentrevistou Airton Dall’Agnol, diretor-geral da Lontano. “Para este semestre não poderei renovar parte da frota por causa do destino dos usados. Preciso vender 47 caminhões e não consigo. As pequenas empresas e os autônomos pagam juros altos pelos usados (entre 1,3% e 1,4%, segundo especialistas) e não podem usar o Finame para caminhões de 2008 ou mais antigos”, recorda Dall’Agnol, que precisa repassar ao mercado alguns de seus caminhões fabricados entre 2004 e 2007. 

A Lontano planeja aumentar a frota entre 2015 e 2018 em 50 novos caminhões a cada ano. “Esse número é só de ampliação anual, sem mencionar as substituições”, diz o diretor-geral da companhia, cuja frota estaria em aproximadamente 300 veículos. 

A dificuldade de conseguir mão de obra capacitada também afeta a companhia. “Tenho 27 caminhões parados por falta de motorista (…) Estamos colocando ar-condicionado e geladeira nos bitrens. Se o caminhão não estiver bom o motorista vai embora para o concorrente”, diz Dall’Agnol. 

O ganho líquido dos motoristas da região estaria entre R$ 2 mil e R$ 4 mil segundo Dall’Agnol, que gostaria que o governo federal fornecesse capacitação aos condutores por causa da segurança e também porque a eletrônica embarcada é cada vez mais presente nos caminhões. Também pleiteia empenho maior das montadoras: “Acredito que elas têm de se preocupar em fazer melhor”, diz, usando como exemplo a simplicidade das entregas técnicas quando vende um veículo. 

Segundo Airton, a Lontano prefere levar as carretas de soja para o porto de Paranaguá. Citou a dificuldade de coordenar os agendamentos de descarga no porto de Santos. Quando se olha o pátio de um posto de combustível em Mato Grosso do Sul, é difícil encontrar no meio de um mar de caminhões algum que não puxe uma carreta graneleira, mas nem só de soja e milho vivem essas transportadoras. 

“A soja está entre 60% e 70% do que transportamos. Também levamos milho e açúcar para os portos e fertilizantes para Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. E trazemos gesso agrícola, empregado para aprofundar as raízes da planta”, explica.

Fonte: Automotive Business

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Uma inovação exposta na 2ª TranspoAmazônia (Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística), em Manaus, tem chamado a atenção dos visitantes. O modelo de dirigível ADB-3-30 está sendo apresentado pela Airship do Brasil Indústria Aeronáutica. A proposta é usar esse meio de transporte para levar cargas entre diferentes estados brasileiros e também ao interior da região amazônica.

Na feira, há um modelo em escala de 1 por 10, em relação ao que está sendo construído há cerca de um ano e meio, em São Carlos (SP). Até o final de 2015 ou início de 2016, deve ficar pronta essa primeira unidade, e a expectativa é de que o processo de homologação ocorra dois anos depois, em 2017. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está acompanhando o desenvolvimento, o que deve dar mais agilidade aos trâmites necessários.

“Adotamos uma linha de desenvolvimento semelhante à de uma grande aeronave. Temos expectativa de que esse trabalho conjunto dê agilidade. Quando o dirigível estiver pronto, voando, deve demorar, no máximo, dois anos para certificar”, disse o diretor de relações estratégicas e institucionais da Airship do Brasil, Marcelo Felippes.

O ADB-3-30 tem capacidade para transportar de 30 a 52 toneladas e pode voar com uma velocidade de cruzeiro de 125 km/h a cerca de 1.200 pés (400 metros). A empresa não informou o valor total que está sendo investido no desenvolvimento, mas há um financiamento de R$ 110 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Uma das principais vantagens é que o dirigível permite aumentar o volume das cargas transportadas, desde que seja mantido o peso máximo permitido. Conforme destaca Felippes, ele não é um meio para se transportar grãos ou carvão mineral. Mas sim para levar produtos de alto valor agregado de um lugar a outro.

“Quando eu falo de 50 toneladas, me refiro a peso. Mas não tem problema com o volume. Em um avião, produtos como computador ou remédios ocupam muito volume e têm pouco peso. Então, o avião decola com 9 toneladas ou 6 toneladas, enquanto poderia decolar com 30 toneladas”, comentou o diretor de relações estratégicas e institucionais.

Segundo Felippes, futuramente, poderá se pensar em 125 toneladas de carga e depois em 250 toneladas. “Ele tem tecnologia de ponta, mas que se baseia em modelos de mais de cem anos, como o velho Zeppelin”, comentou.

O dirigível é movido a óleo diesel e no seu interior há gás hélio. São quatro motores a diesel e um motor elétrico. Nesse primeiro modelo, está sendo pensada uma operação entre Manaus e Goiânia em 23 horas de viagem. A tripulação terá três pessoas: dois pilotos e um mestre de cargas. Quando o dirigível chegar ao local de destino, também será necessário haver pessoas em terra para oferecer apoio, ajudando na aterrissagem e na retirada das cargas.

Outra vantagem apresentada pelo diretor de relações da Airship, é que o dirigível não precisa de pista de pouso. Há projetos em desenvolvimento de balsas para se fazer a operação de carga e descarga. “Mas eu posso sair de qualquer lugar do distrito industrial de Manaus e seguir para um lugar onde eu tenha espaço para pousar, em São Paulo, Goiânia, Brasília ou outra cidade.”

O dirigível também poderá ser útil para o transporte de cargas em áreas isoladas. Felippes disse ainda que haverá um trabalho conjunto com o Exército para atender à população do interior da Amazônia, especialmente na fronteira – não somente em relação aos produtos básicos para a sobrevivência, mas também para oferecer apoio médico e educacional. Como o equipamento não necessita de aeroporto, poderá ser útil em áreas de difícil acesso.

A Airship é especializada em desenvolver, fabricar, comercializar e operar aeronaves e soluções utilizando tecnologias mais leves que o ar (lighter than air – LTA). Está localizada em São Carlos e é uma empresa 100% nacional pertencente aos grupos Engevix e Transportes Bertolini.

Fonte: Agência CNT

Robin Young, da Amur Minerals Corp., quer extrair níquel e cobre da Sibéria, onde o inverno proibitivo e as estradas precárias tornam o transporte difícil. Sua melhor opção: fazê-lo pelo ar, por meio de zeppelins.

Do contrário, a exploradora com sede em Londres teria que investir cerca de US$ 150 milhões para construir uma estrada de 350 quilômetros para o transporte de maquinários pesados de construção, disse o CEO Young em uma entrevista. Peter Hambro, presidente executivo da produtora de ouro Petropavlovsk Plc, disse que investiu em uma fabricante de aeronaves e prevê que a indústria de mineração as adotará.

“Construir uma ponte para que passe um Toyota Land Cruiser não é tão caro”, disse Hambro. “Construir uma ponte para que passe uma Caterpillar 777 é muito, muito caro”, disse ele, referindo-se ao caminhão basculante de 87 toneladas usado em minas.

Os fabricantes de zeppelins e dirigíveis (que, diferentemente dos primeiros, não têm uma estrutura interna) precisam dos contratos de mineração para voltarem à vida, 76 anos depois que o Hindenburg pegou fogo e caiu em Nova Jersey, extinguindo o interesse da maioria dos compradores por décadas.
Com designs melhores e um gás flutuante não inflamável, fabricantes como a Worldwide Aeros Corp. e a Hybrid Air Vehicles, do Reino Unido, dizem que estão negociando suas primeiras vendas para a indústria da mineração, de US$ 960 bilhões, para complementar o transporte por caminhões e trens.

A Polyus Gold International Ltd., maior produtora de ouro russa, estudou usar os zeppelins como uma opção para entregar equipamentos pesados em seu projeto Natalka, no extremo leste do país, disse o porta-voz Sergey Lavrinenko. “Ele foi rejeitado, no entanto, porque naquela época não pudemos encontrar uma oferta compatível com o mercado”.

A Hybrid Air, de Cranfield, Inglaterra, está em negociações com duas empresas que fornecem serviços de transporte para empresas mineradoras no Canadá e espera receber pedidos nos próximos dois meses para entrega até 2016, disse o porta-voz da empresa, Chris Daniels. A aeronave terá uma rígida estrutura sob o material inflado para carregar 48 passageiros e a carga, disse ele.

Para os investidores, a opção de uma exploradora como a Amur que use uma aeronave, em vez do levantamento de fundo para financiar uma estrada antes de começar a produção, é atrativa, disse John Meyer, analista da SP Angel Corporate Finance LLP em Londres.

A Worldwide Aeros está construindo aeronaves com cerca de 150 metros de comprimento, com uma estrutura rígida desenhada para transportar cargas de até 250 toneladas a velocidades de mais de 160 quilômetros por hora, segundo o CEO Igor Pasternak.

A empresa está planejando construir frotas de 24 zeppelins para servir setores que necessitam transportar mercadorias, incluindo o de mineração, disse Pasternak. A firma está negociando com potenciais clientes e selando compromissos para o uso do serviço, disse ele.

“Qualquer coisa que nos permita transportar cargas pesadas em terrenos difíceis sem grandes gastos de dinheiro em infraestrutura é atrativa”, disse Hambro, da Petropavlovsk.

Fonte: Exame