caminhões Archives - Blog PastrinhoBlog Pastrinho

Inovações para o Transporte

Blog Pastrinho


Arquivo
Tag "caminhões"

DSC_0002 DSC_0006 DSC_0005

DSC01435

Sua Caixa de Carga possui assoalho em madeira de lei, construída em chapa de aço ESTRUTURAL em perfil “U” com a porta traseira com abertura em duas folhas.

Dimensões que variam de 11.6 m (até 992 botijões – 04 fileiras) até 15.15 m (até 1.640 botijões – 05 fileiras).

Depois de um domingo de protestos em vários estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, caminhoneiros mantêm nesta segunda-feira (2) interdições totais ou parciais em estradas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, de São Paulo e Santa Catarina.

Em nota divulgada no domingo (1º), o governo federal afirmou que ampliará a presença de policiais nas estradas para assegurar o cumprimento de decisões judiciais que determinaram o desbloqueio de rodovias.

Uma nova reunião foi marcada entre caminhoneiros e empresários, com mediação do governo, para o dia 10 de março. O encontro servirá para que as duas partes cheguem a um acordo sobre uma tabela que calculará os novos preços dos fretes.

VEJA COMO ESTÁ A SITUAÇÃO EM CADA ESTADO:

Mato Grosso
Dois trechos da BR-163, em Lucas do Rio Verde e Sinop, a 360 e a 503 km de Cuiabá, encontram-se bloqueados na manhã desta segunda-feira (2), após trégua durante a noite.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a concessionária Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia, os manifestantes impedem o tráfego de veículos pesados, no km 686, em Lucas do Rio Verde, e no 839 km, em Sinop. É permitida a passagem de veículos de passeio e ônibus.

A região Norte do estado tem sido a mais afetada com esse protesto, já que as interdições em trechos da BR-163 impedem a chegada de combustíveis e de outros alimentos a diversas cidades.


Manifestantes durante protesto em Ponta Porã, MS (Foto: Martim Andrada/ TV Morena)Manifestantes durante protesto em Ponta Porã, MS
(Foto: Martim Andrada/ TV Morena)

Mato Grosso do Sul
Caminhoneiros voltaram a bloquear rodovias estaduais de Mato Grosso do Sulna manhã desta segunda-feira. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, protestos com interdições estão acontecendo na MS-156, em Dourados, e na MS-134, em Nova Andradina.

Na MS-156, em Dourados, manifestantes estão concentrados no km 2. Conforme a PMR, o bloqueio começou por volta das 8h (de MS) e cerca de 15 caminhões estão no local. O movimento no trecho ainda é tranquilo.

Manifestantes também estão concentrados na MS-164, em Ponta Porã, e na MS-040, em Campo Grande, mas não há bloqueios nesses trechos.


Caminhoneiros bloquearam uma das faixas dos dois lados da rodovia  (Foto: Guilherme Tavares/ TV TEM)Caminhoneiros bloquearam uma das faixas da
Raposo (Foto: Guilherme Tavares/ TV TEM)

São Paulo
Caminhoneiros que integram a manifestação nacional fecham parcialmente, desde às 7h45 desta segunda, a SP-270 Raposo Tavares, no município de Palmital, na região de Assis (SP).

Segundo a Polícia Rodoviária, entre 100 e 150 caminhões estavam parados, por volta das 10h, em uma das pistas dos dois sentidos da rodovia, que é duplicada, e também no acostamento, a partir do km 420. A retenção de veículos é de 1 km no sentido Assis-Ourinhos e 2 km no sentido Ourinhos-Assis.

Um grupo de pelo menos 30 caminhoneiros iniciou uma paralisação no km 658 da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), no trevo de Tupi Paulista, na manhã desta segunda. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, os manifestantes permanecem no acostamento. Conforme a corporação, os veículos de passeio e de emergência passam normalmente.


Depois das 8h30, ônibus do transporte coletivo de Foz do Iguaçu (PR) retornaram às garagens, de onde saem apenas próximo das 16h30 (Foto: Tarcísio Silveira / RPC)Depois das 8h30, ônibus do transporte coletivo
de Foz do Iguaçu (PR) retornaram às garagens
(Foto: Tarcísio Silveira / RPC)

Paraná
Os caminhoneiros, que bloqueavam pelo menos quatro rodovias federais durante a madrugada, liberaram os trechos na manhã desta segunda-feira (2). No entanto, elesseguiam protestando no acostamento e, segundo a polícia, poderiam retomar os bloqueios a qualquer momento.

Em Guarapuava, os caminhões que passam pela BR-277 foram obrigados a parar no acostamento no início da manhã. O km 343 foi liberado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) pouco tempo depois. Foi preso um manifestante que estava jogando pedras contra os caminhoneiros que passavam pela rodovia. A fila de veículos parados na beira da estrada chegou a 3 km.

A falta de combustíveis, em razão dos protestos, afeta o transporte público em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Nesta segunda, os ônibus vão circular em horários reduzidos: das 5h às 8h30 e das 16h30 às 19h. Conforme o diretor do Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), Carlos Juliano Budel, a medida foi necessária para garantir o transporte da população ao menos até o final da semana. Caso os estoques nos postos sejam normalizados, os horários normais voltarão a ser cumpridos.

O transporte escolar está suspenso por tempo indeterminado na região. Em Santo Antônio do Sudoeste, 1,7 mil alunos estão sem aulas desde segunda-feira (23). Já em Realeza mesmo sem transporte as aulas continuam, e os estudantes prejudicados terão as aulas repostas quando o serviço for normalizado.


Rio Grande do Sul
No início da madrugada desta segunda (2), motoristas voltaram a fazer bloqueios. Em Camaquã,manifestantes atearam fogo a quatro pneus de caminhão empilhados.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há manifestações em seis trechos de estradas federais, com bloqueios parciais. Já nas rodovias estaduais, a previsão era de transtornos em pelo menos 17 pontos, o que acabou não se confirmando, conforme o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

Na tarde de domingo, a Polícia Rodoviária Federal havia informado que não havia mais pontos de bloqueios nas rodovias do estado. No entanto, no fim da tarde de domingo eles bloquearam o km 407 da BR-116, em  Camaquã e, no início da madrugada desta segunda, o km 297 da BR-392, em São Sepé, e o km 265 da BR-157, Julio de Castilhos, também foram bloqueados. Esta segunda é o oitavo dia de protesto nas estradas do estado.

SIGA em tempo real a situação no Rio Grande do Sul

No domingo, foi enterrado o corpo do caminhoneiro atropelado durante um protesto em São Sepé. Ele tentava impedir a passagem de um caminhão na BR-392.


Santa Catarina
Pelo menos três rodovias federais de Santa Catarina registram interdições em quatro pontos.
O estado já chega ao 13º dia de protestos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, às 8h30 desta segunda (2) havia 11 pontos com bloqueios em 10 cidades de Santa Catarina.

Neste domingo, os bloqueios aconteceram na BR-158, BR-163 e BR-282. A operação de desbloqueio da BR-158, na noite de domingo (1º), terminou em confronto entre caminhoneiros e agentes da Polícia Rodoviária Federal. Nas rodovias estaduais também há pontos de interdição.

Fonte: G1

Rodotrem Basculante Pastre (640x427)

Os deputados federais aprovaram ontem lei que vai reduzir o custo do pedágio para os caminhões e aumentar para os demais usuários das rodovias. Pelo texto aprovado, os caminhões só vão pagar pedágio pelos eixos (equipamento que segura as rodas) que estiverem no chão ao passarem pelo local de cobrança. Pelas atuais regras de pedágio no país, os caminhões pagam por eixo do veículo, não importando se ele está levantado ou não.

Como o texto da nova lei já veio do Senado, ele vai direto para sanção da presidente Dilma Rousseff, que pode ou não vetá-lo. Caminhões de grande porte chegam a ter oito eixos e, quando estão trafegando sem carga, costumam subir com uma parte deles para evitar desgaste no pneu. Mas, ao passarem pelo pedágio, pagam a tarifa cobrada do usuário de carro por cada eixo.

A medida, aprovada num projeto de lei que altera a lei dos caminhoneiros de 2012, vai reduzir o valor arrecadado pelas concessões rodoviárias no país já que hoje a maior parte das receitas vem da cobrança dos veículos de carga.

Como todos os contratos das concessionárias foram assinados sob a lei anterior, ou seja, com a cobrança de todos os eixos, os governos responsáveis pelas concessões terão de compensar as empresas pela redução das receitas.

Essa compensação só pode acontecer de três formas: aumento do valor do pedágio; pagamento em dinheiro à concessionária ou aumento do tempo da concessão, o que faz com que os usuários paguem pedágio por tempo maior que o previsto em contrato.

O governo estava preocupado com a votação dessa emenda, que havia sido aprovada na Câmara e vetada no Senado na análise do projeto.

Mas, enfraquecido no Congresso, não conseguiu segurar o lobby dos setor do agronegócio e dos chamados grandes embarcadores (empresas que transportam muitas mercadorias no país, como fábricas de bebidas e alimentos, por exemplo) que reestabeleceu o texto inicial da Câmara com o benefício aos caminhoneiros.

Os deputados ligados ao agronegócio também derrubaram outra mudança feita pelo Senado, a que havia limitado a jornada dos caminhoneiros em dez horas (sendo duas extras). A lei agora vai permitir jornadas de 12 horas, sendo quatro extras.

Quando entrar em vigor, a nova lei também vai alterar outros pontos da lei dos caminhoneiros de 2012. O tempo máximo de jornada sem descanso passou para 5h30 ante 4 h da lei em vigor. O intervalo entre jornadas passou de 11 para 8 horas.

Fonte: Gazeta do Povo

long-tail-img-2-galeria

No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI em 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Fonte: Automotive Business

caminhoes_de_carga_porto_de_santos

Mesmo com o recuo nas cotações das commodities, o governo espera elevar em 6,2% as exportações nacionais de grãos neste ano. Isso porque a desvalorização de 18% no preço da soja é parcialmente compensada pela alta de 15% na cotação do dólar, explicou ontem a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. “Não tenho preocupação em relação ao comércio exterior”, garantiu.

Kátia Abreu e os ministros dos Portos, Edinho Araújo, e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, anunciaram ontem (13) medidas para evitar que o escoamento da nova safra seja marcado por filas de caminhões nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Mesmo não sendo a opção mais econômica, as duas instalações ainda são as mais utilizadas para a exportação de grãos no País.

Para esses dois terminais, o governo promete aperfeiçoar o sistema de agendamento que, no ano passado, ajudou a reduzir o custo do frete em 7%, segundo cálculos oficiais. De manual, o sistema passará a ser eletrônico. O governo também promete credenciar mais um pátio para que os caminhões aguardem autorização até ingressar nos terminais. “Essa iniciativa lançada no ano passado deu resultados positivos”, disse Edinho Araújo. A ministra Kátia Abreu estimou uma economia de 70% na taxa paga às embarcações pela demora no carregamento.

Nos portos do Norte, o problema é acesso aos terminais. Uma das principais vias, a BR-163, ainda não está totalmente asfaltada até o porto fluvial de Miritituba (PA). O asfaltamento dessa rodovia se arrasta há 40 anos, como reconheceu o secretário executivo dos Transportes, Anivaldo Vale. As obras de pavimentação estão contratadas, mas estima-se que só estejam concluídas no fim de 2016. Por ora, o governo lançará mão de soluções paliativas, como o cascalhamento da via e a oferta de tratores para desencalhar caminhões.

O governo deverá também ampliar as áreas disponíveis no porto de Vila do Conde (PA), próximo de Belém, para a construção de novos terminais privados. Está na Casa Civil da Presidência uma minuta de decreto presidencial modificando a demarcação de área (chamada “poligonal”), de forma que poderão ser implantados mais três ou quatro terminais privados na área.

O plano do governo prevê ações integradas das três pastas para enfrentar o desafio de exportar parte das 202 milhões de toneladas de grãos previstas para a safra 2014/2015. A estimativa é de que apenas o complexo soja seja responsável pelo embarque de 64,2 milhões de toneladas de grão e farelo neste ano.

Entre as ações anunciadas pelos ministros está a utilização de 426 embarcações nas hidrovias Madeira e Tapajós. As barcaças compõem o sistema de transporte do chamado Arco Norte, corredor logístico que o governo tenta fomentar na região para reduzir a pressão sobre os portos de Santos e Paranaguá.

Fonte: Frotacia

bitrem-vermelho-pastre

Segundo fontes ligadas às negociações, já está sobre a mesa do demissionário ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do futuro ainda a ser oficialmente nomeado, Joaquim Levy, um pedido da indústria para estender até o fim de março de 2015 a linha de crédito do PSI, com juros subsidiados pelo Tesouro para a compra de veículos comerciais e implementos rodoviários. A ideia seria manter o programa como está, com taxa de 6% ao ano e 100% do valor do bem financiável, para evitar o “buraco” de mercado que seria gerado com a falta de financiamento para o setor, como já aconteceu no início de 2014. Os últimos contratos de PSI só serão aceitos pelo BNDES até esta sexta-feira, 5. O governo já prometeu que o programa seria adotado também em 2015, mas até agora não determinou as condições de taxas, prazos e parcela financiável para o próximo ano, o que deixa o setor mais uma vez, com o pires na mão em Brasília.

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, com o apoio de outros setores interessados, tenta demonstrar à nova equipe econômica – que se mostra relutante em renovar subsídios do Tesouro aos empréstimos do BNDES – que a paralisação dos financiamentos via PSI neste momento causaria profundo impacto negativo ao setor pelo segundo ano consecutivo, provocando interrupção na produção de caminhões e ônibus (que respectivamente já cai 24,2% e 15,9% este ano de janeiro a novembro) e prováveis demissões. Os negociadores entendem que os futuros ministros não terão tempo de avaliar o programa ainda este ano para renová-lo com novas bases. Por isso, a proposta é deixar o PSI como está até 31 de março, para reformatar o programa no primeiro trimestre do ano.

“Poderia ser adotada a extensão do atual programa até 31 de março, por exemplo, de maneira a dar mais tempo à nova equipe para analisar o programa e seus efeitos no mercado. Dessa forma os negócios não sofreriam paralisia”, afirmou em nota distribuída à imprensa Alcides Braga, presidente da Anfir, a associação dos fabricantes de implementos rodoviários, também diretamente interessada e afetada pela linha de crédito do BNDES, que financia cerca de 80% das vendas assim como acontece com caminhões e ônibus.

Todo o setor de veículos comerciais tornou-se altamente dependente dos financiamentos com juros subsidiados pelo governo, que agora precisa ajustar suas contas e reduzir os subsídios ao mínimo. Nessa equação, os negociadores vão tentar segurar ao máximo os juros do PSI, mas entendem que, mesmo com um aumento substancial da taxa, ainda seria melhor do que ficar sem o programa. Mesmo que o custo da linha de crédito subisse para 9% ou 10% ao ano, não existe no mercado brasileiro nenhum outro financiamento mais barato do que isso. Outro fator, até mais importante do que a taxa em si, é manter a parcela financiável em 100% do valor do bem, o que incentiva muito mais clientes a comprar, mesmo com juro maior.

O esforço dos negociadores é para convencer a equipe econômica que, a um custo relativamente barato para o Tesouro, já contando com aumento de taxa e redução do subsídio ao PSI, seria possível manter um programa importante para incentivar o investimento em bens de capital, justamente a parcela do PIB que mais precisa crescer no País para mitigar os efeitos da contração da economia em 2015.

Fonte: Automotive Business

pastre-blog-finame-agricola-liberacao-2014

A Caixa Econômica Federal deve iniciar nas próximas semanas as primeiras liberações de recursos aos produtores rurais para financiamento de máquinas e implementos agrícolas novos, além de caminhões. Os pedidos de empréstimo encaminhados pelos agricultores estão sob análise do banco. Os financiamentos poderão ser contratados por pessoa física, pessoa jurídica ou por cooperativas.

A linha de crédito para a aquisição de máquinas, implementos agrícolas e caminhões tem recursos do programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame Agrícola) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e começou a ser operada pela CAIXA na safra atual – 2014/2015. Estas operações estão previstas dentro do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) do BNDES.

Pelas regras do BNDES, podem ser financiados pelo Finame Agrícola as máquinas, implementos agrícolas, caminhões, bens de informática e automação novos, incluídos conjuntos e sistemas industriais, destinados à produção agropecuária, desde que tenham sido produzidos no Brasil. Estes bens devem apresentar índice de nacionalização mínimo de 60%, em valor e peso, ou cumprir o Processo Produtivo Básico (PPB), que são as etapas de produção mínimas necessárias para a fabricação de um determinado produto como uma das contrapartidas aos benefícios fiscais.

As condições que a CAIXA oferece aos produtores, empresas agrícolas e cooperativas no Finame Agrícola são as seguintes:

– Produtores ou pessoa jurídica com faturamento anual inferior a R$ 90 milhões: juros de 4,5% e prazo de pagamento do empréstimo de até 10 anos incluída a carência neste prazo;

– Produtores ou pessoa jurídica com faturamento anual superior a R$ 90 milhões: taxa de 6% anuais com pagamento podendo ser feito em até 10 anos.

– Pessoas físicas para financiamento de caminhões: juro de 6% e prazo de pagamento de até 10 anos.

A CAIXA fixou o limite de financiamento em R$ 10 milhões por proposta. Com isso, o produtor poderá ter mais de um empréstimo para aquisição de máquinas e implementos.

No Plano de Safra 2014/2014, o governo programou recursos de R$ 4,5 bilhões para o PSI Rural, que terá os juros variando de 4,5% a 6% ao ano, sem limite de crédito por tomador. O prazo de pagamento será de 10 anos com três de carência.

Fonte: Caixa

caminhões-em-Curitiba-PR

Diante de cenário retraído para o mercado nacional de bens de capital, dentre eles caminhões, ônibus, implementos rodoviários e máquinas agrícolas e de construção, o BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico, publicou no Diário Oficial da União da terça-feira, 19, medida importante que estimula o financiamento desses bens via PSI/Finame. 

Por meio da circular 35 (leia aqui), o PSI passa a financiar 100% do valor do bem de capital. Portanto, o percentual financiável que era 80% do valor do bem para empresas com receita operacional bruta (ROB) acima de R$ 90 milhões ao ano e 90% para companhias com ROB igual ou inferior a esse valor, com a medida foi unificado em 100%, independente do ROB. Os juros anuais de 6% praticados pela linha PSI/Finame foram mantidos. 

“Trata-se de uma medida que poderá trazer reflexos positivos às vendas de implementos, mas não terá capacidade para reverter a expectativa de balanço negativo em 2014”, explica em nota Alcides Braga, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, a Anfir. O segmento de implementos acumula queda de 9% nas vendas de janeiro a julho em relação a igual intervalo do ano passado. A entidade prevê retração ainda maior, de 10%, até o fim do ano (leia aqui). 

Mesmo sem conseguir reverter a situação atual, na visão de Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir, as medidas poderão ajudar no desempenho do mercado em 2015. Mas para isso é necessário continuidade. “O governo que tomará posse em 1º de janeiro precisa estar atento à importância da manutenção dessas medidas de incentivo à indústria”, avalia. 

No segmento de caminhões, a retração nas vendas dos primeiros sete meses foi de 13,6%, para pouco mais de 77 mil unidades licenciadas. No de ônibus, é ainda maior: 15,3% na comparação com o ano passado, totalizando 15,5 mil emplacamentos. O segmento de máquinas agrícolas e de construção entregou 39,3 mil unidades até julho, o que representa queda anual de 19,2%. Os números são da Anfavea, associação nacional dos fabricantes de veículos.

Fonte:  Automotive Business

blog-pastre-ipi-caminhoes-predio_bndes

O governo federal anunciou na semana passada duas medidas cruciais para incentivar a cadeia produtiva, principalmente a indústria automobilística. A primeira delas é a prorrogação do prazo de vigência do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), iniciativa do BNDES para o financiamento de máquinas, equipamentos, veículos e, agora, modernização industrial.

O PSI tinha prazo de validade a vender em dezembro deste ano e, com a prorrogação até 2015, as linhas de financiamento para a compra de caminhões, ônibus e outros bens de capital oferecidas pelo BNDES são mantidas com taxa de juros de 6% ao ano e condições especiais. O plano do governo é disponibilizar recursos da ordem de R$ 80 bilhões para os novos financiamentos.

O crédito pode ser utilizado pelas empresas para a compra de ônibus, carrocerias e chassis para ônibus, caminhões, caminhões-trator, carretas, cavalos mecânicos, reboques, semirreboques, chassis e carrocerias para caminhões, incluindo semirreboques tipo dolly e afins, carros-fortes e equipamentos especiais adaptáveis a chassis, como betoneiras, guindastes, compactadores de lixo e qualquer outro tipo de implemento registrado no órgão de trânsito competente.

A taxa anual de juros para a compra de ônibus elétricos, híbridos ou outro com tração elétrica é de 4%. Para caminhões, a taxa é de 6% ao ano. O prazo contratado para caminhões pode ser de até 10 anos, incluindo 3 ou 6 meses de carência.

IPI zero permanente para caminhões e ônibus

Outra medida importante do pacote de incentivos anunciado pelo governo federal é a alíquota zero de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para bens de capital, o que inclui a isenção total do imposto para caminhões, ônibus, máquinas e equipamentos.

Fonte: Transporta Brasil