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Mesmo com o crescimento da exportação, os Portos de Paranaguá e Santos não registraram filas este ano. No caso de Santos, deixar para trás uma história de congestionamentos é uma novidade.

As pistas tranquilas nem parecem da rodovia que recebeu a última safra. No ano passado, a fila de caminhões para descarregar no Porto de Santos era imensa. Chegou a passar de 50 quilômetros.

A mudança se deve principalmente a uma nova forma de chegada da carga. Desde janeiro desse ano a data para descarregar no terminal é agendada pela internet. “A viagem vem certinha, bem programada. Chega ali e tem o horário de você vir para cá, não igual a gente ficava aí na rodovia parado. Cheguei a ficar dois dias de lá para cá. Com o agendamento ficou mais fácil”, garante Oseias Ornelas, caminhoneiro.

Quem chega antes espera em um dos pátios de triagem. São três pátios, com duas mil vagas ao todo. A ideia é não parar nas estradas e seguir em direção ao terminal só quando tiver a liberação. Foi o que fez o caminhoneiro Francisco da Costa, que chegou com farelo de soja de Alto Araguaia, Mato Grosso. “Você chega praticamente no horário certo. Primeiro você chegava e ficava dois dias no pátio para depois ir para a descarga mais um dia. Está se encaixando e está ficando bom”.

O grande teste para a medida foi entre os meses de março e abril, quando, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi registrado o pico do escoamento da safra de grãos. “O processo funcionou muito bem este ano, ainda com um sistema preliminar, que é um sistema só de controle de agendamentos. A partir deste ano a gente começa a implementar o sistema definitivo, que chama portolog, que vai ter muito mais automação. Nós vamos conseguir, inclusive, acompanhar onde o caminhão está, da saída da fazenda até o porto”, explica Angelino Caputo, presidente da Codesp.

O Porto de Paranaguá já faz o agendamento eletrônico desde 2011.

Fonte: Globo Rural

Caminhoneiros - Jogos da Copa do Mundo (1)

Se as ruas ficam praticamente vazias na hora do jogo, os postos de combustíveis, nas saídas da cidade, lotam. Caminhoneiros que estão longe de casa e vivem na estrada se juntam e formam verdadeiras torcidas. Se falando em Copa do Mundo, vale tudo para ver a seleção entrar em campo. Vale acompanhar a partida em um televisão minúscula, na boleia do caminhão e até com desconhecidos.

“O negócio é ver o gol”, diz Rogério Vicentini, de 42 anos. Na tarde desta terça-feira (17), ele assistiu o duelo entre Brasil e México pela tela de um GPS, no pátio de um posto localizado na BR-163, saída para São Paulo.

Melhor assim do que ouvir a narração pelo rádio, na estrada. “Parei meio dia. Não fico sem assistir. Também somos brasileiros, comenta. O verde e amarelo estava presente no boné e na camisa.

A concentração maior era dentro da conveniência, mas como a gerência não vende bebidas alcoólicas e proíbe beber dentro do espaço, Rogério preferiu ficar do lado de fora, sozinho, ao lado da latinha de cerveja.

Caminhoneiro há 25 anos, ele acompanhou as últimas Copas assim. Preferia estar com a família, em Guaíra, no Paraná, mas como não é possível, tentou aproveitar da melhor maneira: “Hoje eu fiz costelinha de porco e mandioca no almoço”, conta.

Casal de Minas Gerais, Gleison e Marilda, acompanharam duelo do Brasil com o México pela TV do caminhão. (Foto: Cleber Gellio)

Gleison Francisco dos Reis, 35, também assistiu o jogo no pátio, mas dentro da boleia do caminhão, junto com a esposa, Marilda Aparecida Magalhães, de 34 anos. “Aqui você fica tranquilo. É como se estivesse em casa”, conta o caminhoneiro, que tem 49 anos de profissão.

O casal, de Minas Gerais, está na estrada desde a última sexta-feira (13) e deve seguir viagem na noite desta terça-feira. Gleison gosta de futebol, mas prefere dirigir ao invés de assistir.

“A rodovia fica mais vazia e eu vou ouvindo pelor rádio”, afirma. “Só parei porque tenho que carregar o caminhão”, completa.

Pedro Duarte também assistiu a partida da boléia. (Foto: Cleber Gellio)

O catarinense de Içará, Pedro Duarte, de 65 anos, é torcedor declarado e também é caminhoneiro. “Já passei várias copas na boleia”, relembra. Desta vez, não foi diferente.

A TV de 14 polegadas, de plasma, própria para caminhão, estava ligada, claro, no Mundial. “É a mesma emoção”, garante.

Edson Martins, de 49 anos, comenta a mesma coisa, mas ele preferiu ver o jogo reunido, junto com desconhecidos de estrada. A bagunça é mais emocionante”, diz. É justamente a “bagunça” que incomoda o caminhoneiro Ilissandro de Camargo, que detesta futebol.

“Não posso nem ver. Tenho pavor. Isso aí é a maior perda de tempo. Tenho 1 mil quilômetros para fazer, poderia ter rodado uns 150 já, mas fiquei trancado aqui”, reclamou.

Conveniência do posto ficou lotada de torcedores que pararam para assistir o jogo. (Foto: Cleber Gellio)

O caminhão dele no meio dos outros e a maioria dos motoristas acompanhavam a partida da conveniência.

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Dois projetos relacionados à formação de novos motoristas profissionais, beneficiando principalmente jovens carentes, são desenvolvidos pelo Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat). Em conjunto com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), esses projetos são desenvolvidos de modo a formar, ao todo, 1.760 novos motoristas. Segundo o diretor do Sest/Senat, Antônio Leitão, tal mão de obra, formada através dessas ações, poderá ser absorvida pelas empresas, o que representará mais geração de emprego no mercado de trabalho no Piauí.

Projeto de Primeira

O Projeto de Primeira Habilitação é voltado aos jovens com idade mínima de 18 anos completos, com renda familiar até três salários mínimos, e formará 960 jovens como motoristas profissionais. Nada menos do que 2.600 pessoas se inscreveram neste projeto, disputando as 960 vagas. No momento, esses candidatos estão sendo selecionados por parte das 13 empresas associadas do Setut. Aqueles aprovados no processo seletivo terão 45 horas/aula teóricas e 20 horas práticas. Após a conclusão do curso, exames médicos, psicológicos e teste no DETRAN, eles terão direito a receber sua Carteira de Habilitação, tipo B.

Depois de dois anos, esses mesmos jovens poderão fazer o Curso de Condutores de Veículos de Transporte Coletivo de Passageiros, no qual serão habilitados como motoristas verdadeiramente profissionais. “O Projeto Primeira Habilitação é importante para nosso segmento, pois possibilita a formação de mão de obra qualificada, que irá atender às necessidades das empresas que operam atualmente no sistema de transporte público municipal”, destacou o presidente do Setut, Herbert Miura.

Mudança de Categoria

As operadoras do sistema também contam com a execução de outro projeto – o referente à “Mudança de Categoria”, destinado a transformar pessoas já habilitadas, também inseridas na faixa de renda familiar até três salários mínimos, em motoristas profissionais. Nesse caso, estão abertas as inscrições através do site www.sestsenat.org.br até o dia 30 de junho de 2014, onde os candidatos deverão buscar, no menu, a seção “Mudança de Categoria”.

Antônio Leitão destaca que é muito importante, para os candidatos, fornecer e-mails corretamente, pois será exclusivamente através de e-mail que o Sest/Senat comunicará aos candidatos quem foi selecionado para participar do projeto. Aqueles que forem selecionados poderão fazer o Curso de Condutores de Veículos de Transporte Coletivo de Passageiros. Através desse curso, eles serão contemplados com a Carteira de Habilitação, tipo D, que habilita a dirigir caminhões e ônibus.

50 mil motoristas

Para o projeto Mudança de Categoria o Sest/Senat está selecionando 800 candidatos, com idades entre 21 e 45 anos completos. Em todo o País, o sistema formará 50 mil novos motoristas profissionais. “É mais uma contribuição do Sest/Senat para qualificar mão de obra e possibilitar a geração de novos empregos, melhorando a situação social e contribuindo para dar suporte ao processo de desenvolvimento econômico brasileiro”, declarou Antônio Leitão.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

Para promover seu novo modelo de caminhão FH, a Volvo fez a pergunta que é título desse post. A resposta é uma performance de flexibilidade coreografada pelo Cirkus Cirkör, da Suécia.

Muito legal Volvo. Não sei os caminhoneiros suecos estão todos em forma e usam gel no cabelo, mas considerando a pancinha dos nossos caminhoneiros por aqui, essa conta aí ta errada.

Criação da Forsman & Bodenfors.

Fonte: Brainstorm9

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Você já parou para pensar na rotina de um caminhoneiro? Esses profissionais passam dias, às vezes até semanas, longe da família, dirigindo e transportando o alimento que você come ou o combustível que você usou para encher o tanque do seu carro. O fato é que essas pessoas passam muito tempo na estrada, tendo que tomar banho em banheiros públicos todos os dias e comer o que for mais fácil de ser feito. Vida difícil? Não para quem é criativo, como os caminhoneiros que você vai ver no vídeo a seguir.

Os amigos reunidos decidiram mostrar uma maneira diferente de preparar comida quando se está na estrada. Eles fizeram uma espécie de tutorial, que ensina como assar uma peça de costela na turbina de um caminhão, durante quatro horas de viagem. Nos primeiros momentos do vídeo é bem provável que você questione o sucesso da ideia, mas nós não vamos contar o que acontece. Assista às imagens e depois nos conte o que achou dessa gambiarra.

Fonte: Megacurioso

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Atendendo uma solicitação da presidente Dilma Rousseff ao Ministério das Cidades, o Conselho Nacional de Trânsito (Contranadiou na semana passada mais uma vez a inclusão obrigatória de rastreadores nos veículos vendidos no País, norma que estava prevista para entrar em vigor a partir de 30 de junho próximo, após vários adiamentos desde a criação da medida, em 2007.  A obrigatoriedade foi postergada por mais 24 meses, segundo a Resolução 485 do Contran publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 8. 

Dilma teria aceitado o argumento de que o equipamento deve ser opcional e atendeu ao pleito das montadoras, feito em reunião no fim de abril. Os fabricantes alegaram que a medida iria encarecer desnecessariamente os carros, o que poderia aprofundar ainda mais a queda nas vendas. Outra argumentação que pesou a favor das montadoras é de que o rastreador viria desativado e o consumidor precisaria comprar o serviço de rastreamento para fazer o sistema funcionar. Assim muitos iriam adquirir o produto sem de fato usá-lo. 

Quem não gostou nem um pouco do novo adiamento foram os fornecedores de rastreadores. Segundo calculam fontes ligadas ao setor, os fabricantes do equipamento no País estavam investindo quase R$ 400 milhões para desenvolver produtos e linhas de produção, com o objetivo de atender à demanda extra que seria gerada pela obrigatoriedade de instalação em todos os veículos. 

No fim de 2013, usando o mesmo argumento do aumento de preços, as montadoras tentaram adiar a obrigatoriedade de inclusão de airbags frontais e freios com ABS em 100% dos veículos vendidos no País a partir de janeiro deste ano. Daquela vez, no entanto, por se tratar de equipamentos de segurança, houve reação negativa de entidades da sociedade civil e o Contran barrou a tentativa de prorrogação. Desta vez, como não houve manifestações contrárias conhecidas, os rastreadores foram novamente empurrados para frente.

Fonte: Automotive Business

Fotografia do brasileiro Ricardo Teles é vencedora na categoria ‘Viagem’ da última edição do Sony World Photography, um dos mais prestigiados prêmios de fotografia do mundo, com a fotorreportagem Estrada dos Grãos. As imagens de Teles documentam a vida das pessoas – principalmente caminhoneiros – envolvidas no transporte de grãos no Brasil, desde as fazendas na região centro-oeste até os portos.

O Bom Dia Brasil foi para a estrada ouvir as reclamações dos motoristas que pagam pedágio, mas encontram rodovias cheias de problemas. A equipe percorreu três importantes rodovias: a BR-116, 153 e 040, começando em Brasília, passando pelo Paraná, voltando para o interior de São Paulo, em São José do Rio Preto, e depois até divisa com Minas Gerais. Foram 2.700 km.

Assista a reportagem clicando aqui!

Duas foram privatizadas há seis anos, no governo Lula e, ano passado um trecho da BR-040 foi incluído em uma nova etapa de privatização no governo Dilma. Apesar disso, o que as equipes encontraram foram muitos problemas.

O que todas essas rodovias têm em comum? Muitas histórias foram encontradas nas estradas. A BR-040 teve um trecho privatizado no ano passado em um novo modelo que vai exigir mais investimento das empresas. Isso foi feito justamente para evitar os problemas encontrados nas estradas concedidas no governo Lula, que privatizou oito trechos – que têm pedágio baixo e obras que se arrastam há anos. São pistas sem duplicação, perigosas e congestionadas.

“São cinco, seis acidentes por dia”, diz uma mulher.

“A pessoa fica esperando ali até que a paciência acaba”, afirma um caminhoneiro.

“Mais cortam grama e pinta faixa do que faz outras coisas”, ressalta um motorista.

A BR-116, no Paraná, é uma rodovia federal, privatizada, com pedágio, mas a estrada continua cheia de problemas. Um trecho deveria estar pronto desde 2012, mas o trabalho ainda não terminou. A pista é simples e não há previsão de quando ela vai ser duplicada.

“Você vê o pessoal trabalhando um aqui e outro daqui a 50 km. Quando eles terminam essa parte aqui já está estragando do outro lado”, conta o caminhoneiro Wellington da Silva.

O preço do pedágio é baixo, mas o serviço comparado a outras rodovias também privatizadas: “Às vezes pode ser mais barato, mas o que acontece: não tem assistência da estrada”, ressalta o caminhoneiro Alexandre Schiezari.

As obras fecharam retornos, desviaram caminhos, e a demora para concluir as mudanças irrita os moradores das cidades próximas. “Dá uns 20 km a mais eu tenho que andar para entrar aqui na vila”, conta a auxiliar operacional Priscila Selenko.

Para contar como é o cotidiano de quem tem que passar pela estrada a equipe do Bom Dia Brasil pegou uma carona com o Zulmiro de Carvalho. Ele vai mostrar como é a viagem do ponto de vista de quem está na boleia do caminhão.

“Agora são 10h30. Não é hora de ter trânsito. E está o maior engarrafamento. É todo dia assim, tanto para ir quanto para voltar”, conta o caminhoneiro.

O chefe do Zulmiro que o diga. São mais de 140 caminhões todos os dias na rua transportando quatro mil toneladas por mês. “Um custo maior de manutenção para o transportador, gerando isso no final sempre um aumento no preço do produto”, afirma o representante do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná Gilberto Cantu.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável por fiscalizar a rodovia e checar se a concessionária está cumprindo o contrato. Sem saber que estava sendo filmado, um funcionário de um posto de fiscalização na BR-116 admitiu: “Telefone, carro a gente tem. Pessoal é pouca gente, mas a gente faz o que dá”, contou.

Uma ponte caiu em 2005. Foi reconstruída pelo DNIT, mas anos mais tarde voltou a apresentar problemas técnicos. Está interditada desde 2012 e não há previsão de quando ela vai poder voltar a ser usada. Por isso, hoje, todo o tráfego passa por outra ponte. São cerca de 20 mil veículos por dia nos dois sentidos, a maioria caminhões.

“O compartilhamento, em uma rodovia como essa que liga todo o brasil ao sul e liga inclusive o Mercosul ao restante do Brasil, se torna tão perigoso. No máximo que eles conseguem chegar muitas vezes é 5, 10 km por hora, e isso vem facilitar muito o roubo de carga”, afirma o policial rodoviário federal Wilson Martines.

Segundo a Policia Rodoviária Federal, as quadrilhas atacam os caminhões mais pesados e saqueiam a carga em estradas de terra, antes da chegada da polícia. “A araucária era um dos pontos de observação dos assaltantes. Passavam o rádio ou telefone, comunicavam o restante da quadrilha que se evadia pelo meio do mato”, conta o inspetor da PRF Pedro Diniz.

Os usuários reclamam que, apesar da cobrança, as empresas não fazem muitos investimentos nas estradas. Em um trecho da Transbrasiliana, por exemplo, uma das quatro maiores rodovias do país, a pista ainda é simples não foi duplicada. Essa sempre foi a principal reivindicação de quem usa esta rodovia.

“Você não tem onde retornar, é tudo pista simples”, afirma o caminhoneiro Paulo Paulineli.

A falta de um retorno mais seguro provoca engarrafamentos todo fim de tarde nesse trecho da BR-153. “18h e como é que está o trânsito: parado”, diz um homem.

“A população de São José do Rio Preto é colocada em risco todos os dias. É esse tráfego pesado, a confluência perigosa em nível”, afirma a vice-presidente do ‘Duplica Já’, Sônia Gomes.

A comunidade pressionou as autoridades e a obra vai ser antecipada. Deve começar ainda esse ano, mas com recursos do Governo Federal e não da concessionária.

“O motorista parou na BR-153 para eu atravessar, mas ele parou de um lado e os outros não querem parar. É um trânsito intenso”, conta Paulo Paulineli.

José Luiz Apoloni é gerente de uma das maiores transportadoras do noroeste de São Paulo. Ele diz que esse modelo de concessão como da BR-153 traz uma série de problemas. “Problema de trânsito porque as estradas têm acostamentos mal conservados. Os caminhões hoje você sai no acostamento já sai tombando. Então o custo fica muito alto para a gente”, afirma.

“Você gasta um tempo maior de repente para cobrir um mesmo percurso. Isso tudo no fim gera o que? Improdutividade do veículo, um cansaço maior do profissional”, afirma o presidente da Associação de Transporte de Carga e Logística José Hélio Fernandes.

Depois de percorrer quase 2.700 km para conferir o estado das rodovias privatizadas há seis anos a próxima parada é em Minas Gerais, onde o governo busca um novo modelo de concessão. Na BR-040 a privatização tem outras regras. A concessionária vai ter que duplicar toda a rodovia em no máximo cinco anos, e não pode cobrar pedágio logo depois de pegar a estrada, antes tem que investir.

“O que nós temos que fazer agora é ampliar a fiscalização para que o contrato seja seguido não em termos de garantia para o investidor como garantia para o usuário”, afirma o professor Paulo Resende.

“Em 2008, a ANTT não tinha a quantidade de fiscais necessários. Hoje a ANTT já tem uma quantidade maior de fiscais, e junto com a evolução do modelo a agência reguladora também está evoluindo”, afirma a diretora da ANTT Natália Marcassa.

Quem vive o duro dia-a-dia da estrada espera que o novo modelo alcance enfim o equilíbrio: um pedágio justo e uma estrada confortável e segura. “Eu conheci caminhão, estava no sangue até hoje. Não deu vontade de sair mais não”, diz um caminhoneiro.

Em nota, o grupo Arteris, responsável pela BR-116, disse que teve que rever o projeto de duplicação a pedido da prefeitura de Curitiba. A conclusão está prevista para daqui a dois anos.

Já a concessionária Transbrasiliana, que assumiu a BR-153, afirmou que o atraso nas obras ocorreram por fatores que não dependem da empresa e que os investimentos previstos em novo acordo com a ANTT serão cumpridos rigorosamente.

A ANTT esclareceu que todas as concessionárias foram multadas e que este ano a agência contratou 60 fiscais e está negociando novas contratações.

Fonte: Globo.com