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No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI em 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Fonte: Automotive Business

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No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

Veja a tabela logo abaixo:

  GRANDES MÉDIAS E PEQUENAS AUTÔNOMO
JUROS AO ANO 10% 9,5% 9,0%
% FINANCIÁVEL 50% 70% 70%
PRAZO DE PAGAMENTO 72 meses 72 meses 96 meses
CARÊNCIA 6 meses 6 meses 24 meses

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa divulgada na terça-feira, 23, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI para 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Abaixo segue o link do site BNDS:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Programas_e_Fundos/Psi/psi_bk.html

Fonte: Automotive Business

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Segundo fontes ligadas às negociações, já está sobre a mesa do demissionário ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do futuro ainda a ser oficialmente nomeado, Joaquim Levy, um pedido da indústria para estender até o fim de março de 2015 a linha de crédito do PSI, com juros subsidiados pelo Tesouro para a compra de veículos comerciais e implementos rodoviários. A ideia seria manter o programa como está, com taxa de 6% ao ano e 100% do valor do bem financiável, para evitar o “buraco” de mercado que seria gerado com a falta de financiamento para o setor, como já aconteceu no início de 2014. Os últimos contratos de PSI só serão aceitos pelo BNDES até esta sexta-feira, 5. O governo já prometeu que o programa seria adotado também em 2015, mas até agora não determinou as condições de taxas, prazos e parcela financiável para o próximo ano, o que deixa o setor mais uma vez, com o pires na mão em Brasília.

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, com o apoio de outros setores interessados, tenta demonstrar à nova equipe econômica – que se mostra relutante em renovar subsídios do Tesouro aos empréstimos do BNDES – que a paralisação dos financiamentos via PSI neste momento causaria profundo impacto negativo ao setor pelo segundo ano consecutivo, provocando interrupção na produção de caminhões e ônibus (que respectivamente já cai 24,2% e 15,9% este ano de janeiro a novembro) e prováveis demissões. Os negociadores entendem que os futuros ministros não terão tempo de avaliar o programa ainda este ano para renová-lo com novas bases. Por isso, a proposta é deixar o PSI como está até 31 de março, para reformatar o programa no primeiro trimestre do ano.

“Poderia ser adotada a extensão do atual programa até 31 de março, por exemplo, de maneira a dar mais tempo à nova equipe para analisar o programa e seus efeitos no mercado. Dessa forma os negócios não sofreriam paralisia”, afirmou em nota distribuída à imprensa Alcides Braga, presidente da Anfir, a associação dos fabricantes de implementos rodoviários, também diretamente interessada e afetada pela linha de crédito do BNDES, que financia cerca de 80% das vendas assim como acontece com caminhões e ônibus.

Todo o setor de veículos comerciais tornou-se altamente dependente dos financiamentos com juros subsidiados pelo governo, que agora precisa ajustar suas contas e reduzir os subsídios ao mínimo. Nessa equação, os negociadores vão tentar segurar ao máximo os juros do PSI, mas entendem que, mesmo com um aumento substancial da taxa, ainda seria melhor do que ficar sem o programa. Mesmo que o custo da linha de crédito subisse para 9% ou 10% ao ano, não existe no mercado brasileiro nenhum outro financiamento mais barato do que isso. Outro fator, até mais importante do que a taxa em si, é manter a parcela financiável em 100% do valor do bem, o que incentiva muito mais clientes a comprar, mesmo com juro maior.

O esforço dos negociadores é para convencer a equipe econômica que, a um custo relativamente barato para o Tesouro, já contando com aumento de taxa e redução do subsídio ao PSI, seria possível manter um programa importante para incentivar o investimento em bens de capital, justamente a parcela do PIB que mais precisa crescer no País para mitigar os efeitos da contração da economia em 2015.

Fonte: Automotive Business

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A Caixa Econômica Federal deve iniciar nas próximas semanas as primeiras liberações de recursos aos produtores rurais para financiamento de máquinas e implementos agrícolas novos, além de caminhões. Os pedidos de empréstimo encaminhados pelos agricultores estão sob análise do banco. Os financiamentos poderão ser contratados por pessoa física, pessoa jurídica ou por cooperativas.

A linha de crédito para a aquisição de máquinas, implementos agrícolas e caminhões tem recursos do programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame Agrícola) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e começou a ser operada pela CAIXA na safra atual – 2014/2015. Estas operações estão previstas dentro do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) do BNDES.

Pelas regras do BNDES, podem ser financiados pelo Finame Agrícola as máquinas, implementos agrícolas, caminhões, bens de informática e automação novos, incluídos conjuntos e sistemas industriais, destinados à produção agropecuária, desde que tenham sido produzidos no Brasil. Estes bens devem apresentar índice de nacionalização mínimo de 60%, em valor e peso, ou cumprir o Processo Produtivo Básico (PPB), que são as etapas de produção mínimas necessárias para a fabricação de um determinado produto como uma das contrapartidas aos benefícios fiscais.

As condições que a CAIXA oferece aos produtores, empresas agrícolas e cooperativas no Finame Agrícola são as seguintes:

– Produtores ou pessoa jurídica com faturamento anual inferior a R$ 90 milhões: juros de 4,5% e prazo de pagamento do empréstimo de até 10 anos incluída a carência neste prazo;

– Produtores ou pessoa jurídica com faturamento anual superior a R$ 90 milhões: taxa de 6% anuais com pagamento podendo ser feito em até 10 anos.

– Pessoas físicas para financiamento de caminhões: juro de 6% e prazo de pagamento de até 10 anos.

A CAIXA fixou o limite de financiamento em R$ 10 milhões por proposta. Com isso, o produtor poderá ter mais de um empréstimo para aquisição de máquinas e implementos.

No Plano de Safra 2014/2014, o governo programou recursos de R$ 4,5 bilhões para o PSI Rural, que terá os juros variando de 4,5% a 6% ao ano, sem limite de crédito por tomador. O prazo de pagamento será de 10 anos com três de carência.

Fonte: Caixa

Em sua reunião mensal, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) justificou uma importante alta de 16,8% nos emplacamentos de caminhõesocorrida em maio na comparação com abril. “Maio foi o primeiro mês inteiro sob as normas atuais para o financiamento de veículos”, afirma o presidente da entidade, Luiz Moan, referindo-se à liberação do Finame Simplificado, que ocorreu durante o mês de abril. 

Os 12,7 mil caminhões lacrados em maio representaram alta inclusive sobre o mesmo mês de 2013 (de 0,6%) e amenizaram a retração no acumulado do ano, que está em 11,3% no confronto com os mesmos cinco meses de 2013. Os segmentos com quedas mais expressivas de janeiro a maio são os dos caminhões leves (1,6 mil unidades de janeiro a maio e recuo de 25%) e semileves (10,1 mil unidades e retração de 25,2%).

“Por causa das restrições à circulação em grandes centros eles vêm sendo substituídos por comerciais leves”, explica o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini. “E como seus compradores têm poder aquisitivo menor, também são afetados pela falta de crédito”, diz Saltini. 

O segmento de maior volume, o dos pesados, registrou 4,8 mil unidades em maio, alta de 15,5% sobre abril e de 12,4% sobre maio de 2013. No acumulado, as 20 mil unidades vendidas mostram queda de 6,9% ante iguais meses de 2013. 

PRODUÇÃO

Com 12,7 mil unidades montadas, a produção de caminhões em maio superou em 3,1% a de abril, puxada pelos semipesados, que registraram 5,6 mil unidades e alta de 17% sobre o mês anterior. 

No acumulado do ano, a produção nacional de caminhões registra 67,8 mil unidades e queda de 12,5% ante os mesmos cinco meses de 2013. 

EXPORTAÇÕES

O envio de caminhões ao exterior em maio somou 1.590 unidades, registrando queda de 11% ante abril. No acumulado do ano, o embarque de 8,2 mil unidades implicou recuo de 7% ante os mesmos meses de 2013. A retração mais intensa, de 20,3%, ocorre no segmento de maior volume, o de pesados. Até maio de 2013 o Brasil havia exportado 4,46 mil destes caminhões. Neste ano, o volume caiu para 2,76 mil. 

ÔNIBUS

Diferentementblog-pastre-finame-simplificado-financiamento-caminhoese do que ocorreu com os caminhões em maio, os emplacamentos de ônibus tiveram alta inexpressiva, de 0,3% sobre abril. Na comparação com maio de 2013, o segmento recuou 15,5%. No acumulado do ano foram lacrados no País 11,4 mil novos ônibus, levando a uma queda de 12,5% em relação aos mesmos cinco meses do ano passado. 

produção nacional, com 17,77 mil chassis no acumulado do ano, registra ligeira alta de 1,5% sobre o período janeiro-maio de 2013. O Brasil fabricou 13,85 mil ônibus urbanos (queda de 4,3%) e 3,92 mil rodoviários no acumulado do ano (alta de 28,9%).

As exportações chegam a 2,89 mil ônibus no período até maio, com pequena queda de 5,1% no confronto com o mesmo período de 2013. A retração não foi maior porque este ano os fabricantes instalados no Brasil têm exportado mais ônibus rodoviários do que no ano passado. Esse segmento registrou 1,22 mil unidades no acumulado e alta de 22,6% sobre o mesmo período de 2013. 

Os modelos urbanos somaram 1,66 mil unidades e queda de 18,6% em relação aos mesmos meses de 2013. 

Para ver o estudo completo da Anfavea, acesse aqui.

Fonte: Automotive Business

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Apesar da queda de 14,4% nas vendas de caminhões no acumulado de janeiro a abril ante igual período de 2014, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se diz confiante em medidas adotadas pelo governo que facilitarão a venda de veículos pesados.

A entidade tratou como “divisores de águas” do ano a liberação do Finame PSI simplificado, que colaborou com o crescimento de 17,8% de abril sobre maio, e duas outras medidas que vão gerar impacto positivo a partir deste mês. 

No fim de abril, o BNDES enviou circular aos bancos comunicando que passa a financiar 90%, e não mais 80%, dos veículos comprados pela linha, o que na prática reduz a entrada de 20% para 10%. A instituição também aboliu o limite de crédito de R$ 200 milhões por grupo econômico, o que beneficia diretamente os grandes frotistas, justamente os maiores compradores e usuários do PSI Finame. 

Com isso, representantes dos fabricantes de pesados da Anfavea esperam a recuperação do mercado de caminhões. 

MERCADO INTERNO

Durante o mês de abril foram emplacados 10,9 mil caminhões, alta de 17,8% sobre março, quando ocorreu o carnaval, mas abril também foi afetado por causa da Páscoa, emendada com o feriado de Tiradentes. A alta acentuada sobre o mês anterior se explica pela liberação do Finame PSI simplificado.

As maiores altas mensais ocorreram para os caminhões de maior porte. A venda de pesados somou 4.175 unidades, acréscimo de 26,1% sobre março; a de semipesados atingiu 3.703 emplacamentos, evolução de 20,3%.

RECUO NA PRODUÇÃO

De janeiro a abril de 2014 foram montados no Brasil 55,1 mil caminhões, resultando em queda de 9,8% no confronto com o mesmo período do ano passado. Chama a atenção a redução de 18,9% no volume dos semipesados. No segmento de maior volume, o de pesados, houve discreta alta de 0,5%.

No mês de abril, a produção de todos os segmentos de caminhões totalizou 12,3 mil unidades, queda de 11% ante março justificada pelos estoques elevados. 

EXPORTAÇÕES DE PESADOS CAEM 19,1%

No acumulado até abril, o envio de caminhões ao exterior totalizou 1,8 mil unidades, resultando em alta de 5,9% ante igual período do ano passado. Quando olhado isoladamente, no entanto, o segmento pesado teve importante queda de 19,1%. No período foram produzidas 2,1 mil unidades, ante 2,6 mil nos mesmos meses de 2014. 

RETRAÇÃO TAMBÉM PARA ÔNIBUS 

De janeiro a abril de 2014 foram licenciados 9,2 mil ônibus, volume 11,7% menor que em igual período de 2013. O recuo é menor que o registrado para os caminhões no período, mas os emplacamentos desses veículos também caíram em abril na comparação com março. 

A produção no acumulado até abril teve queda de 2,1%. Foram fabricadas no período 13,3 mil unidades, dos quais 11,2 mil eram urbanos e 2,2, rodoviários. As exportações do setor atingiram 2.076 unidades, resultando em queda de 13,5%. 

– Veja aqui os dados completos da Anfavea.

Fonte: Automotive Business

No primeiro trimestre de 2014, as vendas de caminhões recuaram 11% ante igual período do ano passado. O vilão nesse processo, segundo os convidados do painel “Pesos-Pesados – Crescimento com Concorrência Extra”, foi a demora na adequação das condições do Finame PSI, que travou os negócios.

No entanto, a expectativa dos principais fabricantes de caminhões é uma reviravolta, que já estaria ocorrendo em abril. Durante o V Fórum da Indústria Automobilística, realizado na segunda-feira, 28, por Automotive Business, no Golden Hall do WTC, em São Paulo, Iveco, Mercedes-Benz, Ford, Volvo, Scania e MAN divergiram no tamanho do mercado em 2014, mas foram unânimes ao destacar o desempenho que sinaliza recuperação nas vendas a partir de abril.

“O Finame simplificado trouxe nova cadência na aprovação dos negócios em abril, o que sinaliza uma retomada do mercado este mês”, afirmou Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America.

Diante da evolução das vendas, as projeções para o ano variaram bastante, refletindo otimismo um tanto reservado, pois com Copa do Mundo e eleições no calendário, tudo poderá acontecer até dezembro. A Mercedes-Benz está alinhada com a consultoria Carcon Automotive, que durante o painel apresentou a perspectiva de 140 mil caminhões negociados em 2014.

“O início do ano prejudicou o desempenho de vendas. Mas agora, com a redução de 15 a 20 dias para aprovação do Finame simplificado, os negócios já retomaram o ritmo do ano passado. Assim, acredito em 140 mil unidades negociadas até o fim do ano”, calcula Gilson Mansur, diretor de vendas em marketing de caminhões da Mercedes-Benz.

O calendário de 2014 influencia a projeção do diretor comercial da Iveco América Latina , Alcides Cavalcanti: “É um ano de incertezas na política e economia que vai influenciar no desempenho do setor. Esperamos um mercado de 142 mil a 145 mil unidades em 2014.”

Para a Ford, apesar do primeiro trimestre com queda nas vendas, o mercado vai registrar recuperação que irá equiparar o volume a 2013: “Prefiro manter o otimismo. E a sinalização de recuperação das vendas em abril mostra um mercado de 145 mil a 150 mil unidades este ano”, pondera Guy Rodriguez, diretor de operações da Ford Caminhões.

Já Scania e Volvo, que cresceram bastante em 2013 por causa do aquecimento das vendas de extrapesados trazido pela safra recorde de grãos, mantêm o foco no segmento e acreditam que, mesmo com queda nos negócios, o mercado continuará atraente. Para Bernardo Fedalto, diretor de vendas da Volvo, há um ambiente de negócios interessante no Brasil, mesmo com um possível encolhimento do mercado em 2014: “O ano começou mais imprevisível do que imaginávamos. Por isso esperamos uma queda de 12% nos segmentos de pesados e extrapesados. É uma queda significativa, porém trata-se de um mercado razoável para todos os competidores.”

Na Scania, Eronildo Santos, diretor de vendas, afirma que o foco é a manutenção dos resultados: “Viemos de uma situação positiva em 2013, com a liderança e 32% de share nos extrapesados e uma participação histórica nos semipesados. Trabalhamos para manter esses números, por isso acreditamos numa retração de 5% no mercado total em 2014.”

GARGALOS, ENTRAVES E OPORTUNIDADES

No cafezinho, momento de mais descontração após o painel, os executivos fizeram coro ao apontar o que pode ser o principal gargalo do segmento de caminhões no Brasil: na ponta da cadeia, a falta de motoristas e de mecânicos pode travar o mercado, pois caminhão não se movimenta sozinho, tampouco se autoconserta.

“Estamos preocupados com a baixa oferta de motoristas, pois são eles que utilizam nossos produtos. Sem mão de obra não teremos vendas de novos caminhões”, explica Gilson Mansur, da Mercedes-Benz. “Na rede falta mecânico especializado, o que prejudica a programação de manutenção dos nossos clientes. E no mercado, a escassez de motoristas preocupa não só os transportadores, mas também os fabricantes. Temos de discutir mais esse assunto”, afirma Eronildo Santos, da Scania.

Outro fator de preocupação é o volume de carga transportada, “que não acompanha o desempenho registrado em 2013”, segundo Alcides Cavalvanti, da Iveco. “O volume de carga transportada ainda é baixo este ano. Esperamos uma recuperação desses negócios, como está ocorrendo com as vendas em abril”, sinaliza Ricardo Alouche, da MAN.

Por outro lado, a redução dos negócios no primeiro trimestre e o consequente aumento do estoque tanto na fabricante quanto na rede de vendas não alterou, por enquanto, as estratégias de produção para este ano. Os seis representantes das empresas chegaram novamente a conclusões semelhantes durante o painel.

Não há plano de reduzir o efetivo no chão de fábrica. Pelo menos, por enquanto. “Vamos crescer a participação, independentemente do resultado do mercado, com novos produtos. Portanto, não há razão para pensar em redução da produção”, afirma Guy Rodriguez, da Ford.

“Adequamos nossa produção à demanda. Por isso, um estoque de 40 dias da indústria é razoável, já que o normal é um volume de 30 a 60 dias”, explica Ricardo Alouche, da MAN. Um ponto destacado durante o painel foi a chegada de novos fabricantes de caminhões ao Brasil.

“É uma realidade para todos os mercados, porém até agora nenhum desses novos players mostrou a cara. Mas já fizeram bastante barulho”, brincou Gilson Mansur, que também aproveitou para reafirmar a importância da elevada competição no segmento de caminhões: “Faz com que tenhamos de correr ainda mais atrás dos nossos clientes e procurar sempre oferecer o melhor produto, o melhor negócio.”

No que se refere às oportunidades, a renovação de frota voltou com força. Mas continua faltando sinalização convincente do governo de que haverá algum mecanismo de apoio à renovação. “O problema da renovação é do profissional autônomo, que não encontra crédito para trocar de caminhão. Um fundo garantidor bancado pelo governo pode ser uma alternativa para esse profissional”, resume Mansur, da Mercedes-Benz.

Atualmente, a idade média da frota de caminhões no Brasil é de nove anos e dois meses, de acordo com dados da ANFIR, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

Fonte: Automotive Business

Atuando há 15 anos no setor agrícola no Brasil, o Banco CNH Industrial Capital (Banco CNHI) inova neste mercado e lança, durante a Agrishow 2014, uma linha de crédito inédita: o Finame Agrícola destinado a caminhões da marca Iveco, com pagamentos semestrais, isto é, totalmente voltado às características sazonais do produtor rural.

A nova linha de financiamento, criada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) difere do Pro Caminhoneiro na forma de pagamento e no número de veículos a serem financiados. O Finame Agrícola para Caminhões do Banco CNHI permite a aquisição de até três caminhões Iveco, voltados ao agronegócio, por CPF. Os juros são de 6% ao ano e seguem as condições do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Para o diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, essa modalidade que estreia em Ribeirão Preto, durante a Agrishow, é uma ferramenta muito importante para o produtor incrementar sua logística por meio do acesso a veículos extremamente eficientes, produtivos e com baixos custos de manutenção e de serviços.“O agronegócio é responsável por um grande número de vendas de caminhões ao longo do ano, em todos os segmentos, desde os comerciais leves aos extrapesados, utilizados para o escoamento da safra. Com a nova modalidade oferecida pelo Banco CNHI, iremos oferecer uma solução sob medida para o produtor rural, tornando a aquisição de um veículo Iveco ainda mais vantajosa”, avalia ele.
“Essa modalidade de financiamento, com pagamentos semestrais, se encaixa perfeitamente no fluxo de caixa dos produtores rurais“, explica o Diretor Comercial do Banco CNHI para o Segmento Transportes, Jucivaldo Feitosa.
O Banco CNHI pertence ao grupo CNH Industrial Capital, braço financeiro da CNH Industrial, empresa global de bens de capital para os segmentos: agrícola, construção, transportes, motores e geração de energia. Atuando há 40 anos em todo o mundo e há 15 anos no Brasil, tornou-se um dos maiores repassadores do Finame Agrícola do país e hoje tem presença em aproximadamente 160 concessionários, distribuídos em mais de 470 pontos de venda (Iveco são 110) pontos de vendas das cinco marcas que financia, 300 funcionários e escritórios em Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Brasília (DF), Sorocaba (SP), São Paulo (SP), Cuiabá (MT) e Garín (Argentina).
Com a incorporação da marca Iveco à sua carteira de operações de crédito de caminhões e veículos, a projeção de crescimento do Banco CNHI para 2014 é de aproximadamente 20%.
Fonte: SEGS

O BNDES enviou ofício à ANFIR onde confirma a volta do modelo simplificado para agilizar a liberação do financiamento no âmbito do PSI/Finame. No mesmo documento a instituição informa que não tem como flexibilizar o spread bancário cobrado pelos agentes financeiros e nem como realizar vistoria nos produtos, trabalho que deve ser feito aos bancos onde os contratos de crédito são assinados.
O ofício vem assinado por Claudio Bernardo Guimarães de Moraes, superintendente da Área de Operações Indiretas do BNDES.

Fonte: ANFIR