financiamento Archives - Blog PastrinhoBlog Pastrinho

Inovações para o Transporte

Blog Pastrinho


Arquivo
Tag "financiamento"

pastre-blog-2015-agronegocio

A Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) e o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) firmaram, no dia 18/8, um acordo de dois anos que tem como objetivo facilitar o financiamento de implementos por agricultores cadastrados no Mais Alimentos, programa do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Além disso, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) também renovou o contrato firmado com o Ministério para mais dois anos.

Com isso, os implementos, máquinas e equipamentos utilizados para fim agrícola poderão ser financiados pelos pequenos agricultores com a linha de crédito disponível pelo BNDES com juros que variam de 2,5% ao ano para compras de até R$ 10 mil; 4,5% anual para uma ou mais operações com valor entre R$ 10 mil e R$ 30 mil; e também de 5,5% ao ano para operações acima de R$ 30 mil.

Fonte: Transporta Brasil

pastre-blog-2015-energia-agropecuaria-rodotrem

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou circulares comunicando aos agentes financeiros regras e alterações no Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e do Programa de Financiamento a Caminhoneiros (Procaminhoneiro). Nos documentos, o BNDES informa a alteração nos programas para possibilitar, nos financiamentos a ônibus, caminhões e carretas, entre outros, a ampliação da participação máxima do banco de fomento para até 90%. Antes, o limite era de até 50% para grandes companhias e de até 70% para micro e pequenas empresas e caminhoneiros.

A diferença agora é que a parcela que exceder os 50% ou os 70%, que pagam as taxas normais do PSI e do Procaminhoneiro, terá incidência de uma taxa “fixa” de juros, a ser divulgada periodicamente pelo BNDES. A taxa “fixa” que vigorará entre 5 e 28 de fevereiro será de 17,24% ao ano, para os beneficiários que tenham renda anual inferior ou igual a R$ 90 milhões, e de 15,74%, para aquelas cuja receita bruta anualizada supera R$ 90 milhões.

Na circular que trata especificamente do Procaminhoneiro, o BNDES também divulga outras alterações no programa. Entre elas, a alteração do prazo total dos financiamentos para 96 meses, incluindo o prazo de carência de até 6 meses, e a alteração da dotação de financiamentos com taxa de juro fixa para o equivalente a R$ 1,4 bilhão.

Setor comemora

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemorou as circulares divulgadas. Para o presidente da entidade, Luiz Moan, a divulgação deve aquecer as vendas de caminhões, que encerraram janeiro com quedas de 44% ante dezembro e de 28,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Isso porque as instituições financeiras só podem começar a operar as regras dos programas a partir da divulgação desses comunicados. O atraso na publicação dessas regras praticamente paralisou as vendas de caminhões, o que levou algumas empresas a começarem a lançar, nos últimos dias, pacotes próprios de financiamentos às vendas por meio de seus bancos.

Fonte: Paraná Online

long-tail-img-2-galeria

No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI em 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Fonte: Automotive Business

short-tipper-img-4-galeria

No apagar das luzes de 2014 o governo finalmente apresentou as novas condições para 2015 do PSI, linha de crédito para investimentos do BNDES que no Brasil é responsável por financiar de 70% a 80% das compras de caminhões e ônibus. Apesar de ser uma resposta aos sucessivos apelos dos fabricantes, que aguardavam as novas regras para poder planejar o ano, as notícias não são boas: as taxas de juros subiram substancialmente, os prazos foram reduzidos e, mais importante, o banco de fomento não irá mais financiar 100% do bem, como vinha ocorrendo. Apesar de os juros ainda serem atraentes, a necessidade de entradas de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas) deve inviabilizar parte importante dos negócios, com potencial para provocar nova queda no mercado de caminhões, que este ano já recua 12%.

As regras do PSI em 2014, que terminou na primeira semana de dezembro, liberavam financiamentos de 100% do valor do bem para compra de caminhões e ônibus, com taxa de 6% ao ano. Em reunião extraordinária na sexta-feira, 19, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o juro da linha para 10% ao ano no caso de grandes empresas, 9.5% aa para pequenas e médias empresas e 9% aa na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

O porcentual máximo financiável não foi expresso na resolução do CMN, mas segundo informações do Ministério da Fazenda confirmadas pelo BNDES na terça-feira, 23, o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as pequeno e médio portes. O prazo máximo, que era de 120 meses, caiu para 72 meses (seis anos), com seis meses de carência para iniciar os pagamentos. No caso do Pró-Caminhoneiro, são 96 meses (oito anos), com carência de 24 meses (dois anos).

Veja a tabela logo abaixo:

  GRANDES MÉDIAS E PEQUENAS AUTÔNOMO
JUROS AO ANO 10% 9,5% 9,0%
% FINANCIÁVEL 50% 70% 70%
PRAZO DE PAGAMENTO 72 meses 72 meses 96 meses
CARÊNCIA 6 meses 6 meses 24 meses

RETRAÇÃO

Embora o PSI ainda represente a linha mais barata possível para compra de caminhões e ônibus no País, as novas regras vão contra o que vinha sendo pleiteado pelos fabricantes, que avaliam ser fundamental o financiamento de 100% do bem, pois sem isso o negócio requer o desembolso de recursos que a maioria das empresas de transporte não têm. Muitos diziam também que qualquer taxa acima de 7,5% a 8% também poderia afugentar compradores. Para piorar, a redução do prazo do financiamento eleva expressivamente o valor das mensalidades.

Em nota à imprensa divulgada na terça-feira, 23, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), cujos associados também dependem em grande medida das vendas financiadas pela linha do BNDES, avalia que as condições divulgadas do PSI para 2015 devem reduzir as vendas da linha pesada (reboques e semirreboques) do setor no primeiro trimestre do ano – a linha leve, de carrocerias montadas sobre chassis, não deverá sofrer o mesmo impacto, pois segundo a entidade não tem tanta dependência do PSI para vender.

A entidade destaca o impacto da redução da parte financiável pelo PSI. “Se isso acontecer, a indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do valor dos bens, com taxas competitivas, para motivar os clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro, pois 2014 não foi bom para a maioria dos negócios e por isso as empresas terão dificuldades em adquirir novos produtos ou mesmo renovar suas frotas”, diz na nota Alcides Braga, presidente da Anfir.

O dirigente acrescenta, contudo, que outras medidas de reaquecimento da economia ainda podem ser tomadas pelo governo para compensar o provável recuo das vendas no primeiro trimestre, permitindo a recuperação ao longo do ano.

ANO DE AJUSTE FISCAL

Os recursos do PSI destinados a financiar caminhões e ônibus em 2015 somam R$ 16,8 bilhões, mais R$ 1,4 bilhão para o Pró-Caminhoneiro.

Segundo explicou o Ministério da Fazenda, com a necessidade de fazer ajustes fiscais e cortar gastos, o Tesouro Nacional não irá mais subsidiar os empréstimos do BNDES em 2015, o que tornou necessário aumentar as taxas cobradas pela instituição. Nesse sentido, também foi elevada a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% ao ano, que é usada como base para diversas linhas de financiamento do BNDES, inclusive o Finame destinado à compra de caminhões e ônibus, que com as tarifas de retorno e remuneração dos agentes financeiros deverá ter custo total ao tomador de 12% a 13% ao ano em 2015.

Abaixo segue o link do site BNDS:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Programas_e_Fundos/Psi/psi_bk.html

Fonte: Automotive Business

bitrem-vermelho-pastre

Segundo fontes ligadas às negociações, já está sobre a mesa do demissionário ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do futuro ainda a ser oficialmente nomeado, Joaquim Levy, um pedido da indústria para estender até o fim de março de 2015 a linha de crédito do PSI, com juros subsidiados pelo Tesouro para a compra de veículos comerciais e implementos rodoviários. A ideia seria manter o programa como está, com taxa de 6% ao ano e 100% do valor do bem financiável, para evitar o “buraco” de mercado que seria gerado com a falta de financiamento para o setor, como já aconteceu no início de 2014. Os últimos contratos de PSI só serão aceitos pelo BNDES até esta sexta-feira, 5. O governo já prometeu que o programa seria adotado também em 2015, mas até agora não determinou as condições de taxas, prazos e parcela financiável para o próximo ano, o que deixa o setor mais uma vez, com o pires na mão em Brasília.

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, com o apoio de outros setores interessados, tenta demonstrar à nova equipe econômica – que se mostra relutante em renovar subsídios do Tesouro aos empréstimos do BNDES – que a paralisação dos financiamentos via PSI neste momento causaria profundo impacto negativo ao setor pelo segundo ano consecutivo, provocando interrupção na produção de caminhões e ônibus (que respectivamente já cai 24,2% e 15,9% este ano de janeiro a novembro) e prováveis demissões. Os negociadores entendem que os futuros ministros não terão tempo de avaliar o programa ainda este ano para renová-lo com novas bases. Por isso, a proposta é deixar o PSI como está até 31 de março, para reformatar o programa no primeiro trimestre do ano.

“Poderia ser adotada a extensão do atual programa até 31 de março, por exemplo, de maneira a dar mais tempo à nova equipe para analisar o programa e seus efeitos no mercado. Dessa forma os negócios não sofreriam paralisia”, afirmou em nota distribuída à imprensa Alcides Braga, presidente da Anfir, a associação dos fabricantes de implementos rodoviários, também diretamente interessada e afetada pela linha de crédito do BNDES, que financia cerca de 80% das vendas assim como acontece com caminhões e ônibus.

Todo o setor de veículos comerciais tornou-se altamente dependente dos financiamentos com juros subsidiados pelo governo, que agora precisa ajustar suas contas e reduzir os subsídios ao mínimo. Nessa equação, os negociadores vão tentar segurar ao máximo os juros do PSI, mas entendem que, mesmo com um aumento substancial da taxa, ainda seria melhor do que ficar sem o programa. Mesmo que o custo da linha de crédito subisse para 9% ou 10% ao ano, não existe no mercado brasileiro nenhum outro financiamento mais barato do que isso. Outro fator, até mais importante do que a taxa em si, é manter a parcela financiável em 100% do valor do bem, o que incentiva muito mais clientes a comprar, mesmo com juro maior.

O esforço dos negociadores é para convencer a equipe econômica que, a um custo relativamente barato para o Tesouro, já contando com aumento de taxa e redução do subsídio ao PSI, seria possível manter um programa importante para incentivar o investimento em bens de capital, justamente a parcela do PIB que mais precisa crescer no País para mitigar os efeitos da contração da economia em 2015.

Fonte: Automotive Business

caminhões-em-Curitiba-PR

Diante de cenário retraído para o mercado nacional de bens de capital, dentre eles caminhões, ônibus, implementos rodoviários e máquinas agrícolas e de construção, o BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico, publicou no Diário Oficial da União da terça-feira, 19, medida importante que estimula o financiamento desses bens via PSI/Finame. 

Por meio da circular 35 (leia aqui), o PSI passa a financiar 100% do valor do bem de capital. Portanto, o percentual financiável que era 80% do valor do bem para empresas com receita operacional bruta (ROB) acima de R$ 90 milhões ao ano e 90% para companhias com ROB igual ou inferior a esse valor, com a medida foi unificado em 100%, independente do ROB. Os juros anuais de 6% praticados pela linha PSI/Finame foram mantidos. 

“Trata-se de uma medida que poderá trazer reflexos positivos às vendas de implementos, mas não terá capacidade para reverter a expectativa de balanço negativo em 2014”, explica em nota Alcides Braga, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, a Anfir. O segmento de implementos acumula queda de 9% nas vendas de janeiro a julho em relação a igual intervalo do ano passado. A entidade prevê retração ainda maior, de 10%, até o fim do ano (leia aqui). 

Mesmo sem conseguir reverter a situação atual, na visão de Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir, as medidas poderão ajudar no desempenho do mercado em 2015. Mas para isso é necessário continuidade. “O governo que tomará posse em 1º de janeiro precisa estar atento à importância da manutenção dessas medidas de incentivo à indústria”, avalia. 

No segmento de caminhões, a retração nas vendas dos primeiros sete meses foi de 13,6%, para pouco mais de 77 mil unidades licenciadas. No de ônibus, é ainda maior: 15,3% na comparação com o ano passado, totalizando 15,5 mil emplacamentos. O segmento de máquinas agrícolas e de construção entregou 39,3 mil unidades até julho, o que representa queda anual de 19,2%. Os números são da Anfavea, associação nacional dos fabricantes de veículos.

Fonte:  Automotive Business

pastre-blog-financiamento-veiculos

O total de recursos liberados para financiamento de veículos durante os três primeiros meses de 2014 foi de R$ 27,6 bilhões, 7% superior ao mesmo período de 2013, quando foram concedidos R$ 25,1 bilhões. Considerando apenas março, nota-se uma pequena queda na liberação de recursos, com R$ 8,3 bilhões concedidos, ante R$ 8,8 bilhões, no exercício anterior. Esta diferença deve-se principalmente pela quantidade menor de dias uteis deste ano, devido o feriado de Carnaval.

O saldo das carteiras de financiamentos apresentou quedas consecutivas durante os três primeiros meses de 2014, segundo o boletim mensal da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). Importante ressaltar que, apesar das retrações, o saldo do crédito para aquisição de veículos pelas pessoas físicas e jurídicas corresponde a 4,5% do PIB. As carteiras de CDC e Leasing fecharam o primeiro trimestre em R$ 223,1 bilhões, após a queda de 1,1 ponto percentual em março.

Segundo Décio Carbonari, presidente da ANEF, a queda no saldo de financiamentos não está atrelada à queda no número de propostas aprovadas. “O setor utilizou promoções, como as de taxa zero, fator que diminuiu o valor médio dos financiamentos e teve grande impacto no saldo. A política adotada pelas montadoras ao subsidiar taxas menores provoca esta queda no saldo, mas torna o financiamento mais atraente e tende a estimular a venda de veículos.”

Outra boa notícia para o terceiro mês do ano foi a manutenção do índice que registra o não pagamento com mais de 90 dias. A inadimplência no setor automotivo teve queda de 0,1 p.p. em março, chegando a 5%, no CDC para pessoa física. Os atrasos inferiores a 90 dias, apesar de não representarem inadimplência, apontaram alta e preocupam. Também em CDC para pessoa física, passaram de 7,5%, em fevereiro, para 8,4% em março, o maior índice desde maio de 2013, quando atingiu 8,5%.

Para Carbonari, as consecutivas quedas são motivos para comemoração, mas não para acomodação. “Apesar das constantes baixas na inadimplência, permance a preocupação para que o endividamento não volte a crescer e o número de atrasos não retorne aos patamares anteriores.”

Juros

As taxas de juros apresentaram-se estáveis em março. A ponderação média utilizada pelo mercado, para pessoa física, teve ligeira queda, passando de 1,8% a.m. e 23,9% a.a. para 1,77% a.m. e 23,5% a.a., respectivamente. As taxas praticadas pelas associadas da ANEF se mantiveram em 1,35% a.m. e 17,46% a.a. A Selic, que iniciou o exercício em 0,84% a.m. e 10,50% a.a., não sofreram grandes oscilações no mês e seguiram em 0,85% a.m. e 10,75% a.a.

Planos e prazos de financiamento

Nos contratos firmados em março, os planos máximos oferecidos pelos bancos foram de 60 meses, mas a média manteve-se em 42, assim como em igual mês de 2013.

Modalidades de pagamento

Durante o primeiro trimestre, 52% das vendas de veículos e comerciais leves foram efetuadas por CDC. A segunda modalidade mais utilizada foi o pagamento à vista, que representou 38%, seguido pelo Consórcio, 8%, e vendas por meio de Leasing, com apenas 2%.

No segmento de caminhões e ônibus, 71% foram adquiridos com pagamento via Finame; 14% à vista; 11% por CDC; 2% por Consórcio; e 2% utilizando Leasing e Finame Leasing. Na aquisição de motos, as modalidades de pagamento foram divididas entre Consórcio, 36%, CDC, 32%, e pagamento à vista, 32%.

Sobre a ANEF

Fundada em 1993, a ANEF representa as suas marcas associadas junto aos órgãos do governo, de entidades de classe e associações congêneres, divulga, esclarece e presta informações, tanto à imprensa quanto aos consumidores em geral, sobre as modalidades de financiamentos – CDC (Crédito Direto ao Consumidor), Finame, Leasing e Consórcio –, nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas. A entidade representa, hoje, 15 marcas e suas respectivas estruturas de serviços financeiros, incluindo bancos, empresas de arrendamento mercantil e administradoras de consórcios vinculados à indústria automotiva.

Fonte: Segs

pastre-blog-pastrinho-finame-bndes

Apesar da queda de 14,4% nas vendas de caminhões no acumulado de janeiro a abril ante igual período de 2014, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se diz confiante em medidas adotadas pelo governo que facilitarão a venda de veículos pesados.

A entidade tratou como “divisores de águas” do ano a liberação do Finame PSI simplificado, que colaborou com o crescimento de 17,8% de abril sobre maio, e duas outras medidas que vão gerar impacto positivo a partir deste mês. 

No fim de abril, o BNDES enviou circular aos bancos comunicando que passa a financiar 90%, e não mais 80%, dos veículos comprados pela linha, o que na prática reduz a entrada de 20% para 10%. A instituição também aboliu o limite de crédito de R$ 200 milhões por grupo econômico, o que beneficia diretamente os grandes frotistas, justamente os maiores compradores e usuários do PSI Finame. 

Com isso, representantes dos fabricantes de pesados da Anfavea esperam a recuperação do mercado de caminhões. 

MERCADO INTERNO

Durante o mês de abril foram emplacados 10,9 mil caminhões, alta de 17,8% sobre março, quando ocorreu o carnaval, mas abril também foi afetado por causa da Páscoa, emendada com o feriado de Tiradentes. A alta acentuada sobre o mês anterior se explica pela liberação do Finame PSI simplificado.

As maiores altas mensais ocorreram para os caminhões de maior porte. A venda de pesados somou 4.175 unidades, acréscimo de 26,1% sobre março; a de semipesados atingiu 3.703 emplacamentos, evolução de 20,3%.

RECUO NA PRODUÇÃO

De janeiro a abril de 2014 foram montados no Brasil 55,1 mil caminhões, resultando em queda de 9,8% no confronto com o mesmo período do ano passado. Chama a atenção a redução de 18,9% no volume dos semipesados. No segmento de maior volume, o de pesados, houve discreta alta de 0,5%.

No mês de abril, a produção de todos os segmentos de caminhões totalizou 12,3 mil unidades, queda de 11% ante março justificada pelos estoques elevados. 

EXPORTAÇÕES DE PESADOS CAEM 19,1%

No acumulado até abril, o envio de caminhões ao exterior totalizou 1,8 mil unidades, resultando em alta de 5,9% ante igual período do ano passado. Quando olhado isoladamente, no entanto, o segmento pesado teve importante queda de 19,1%. No período foram produzidas 2,1 mil unidades, ante 2,6 mil nos mesmos meses de 2014. 

RETRAÇÃO TAMBÉM PARA ÔNIBUS 

De janeiro a abril de 2014 foram licenciados 9,2 mil ônibus, volume 11,7% menor que em igual período de 2013. O recuo é menor que o registrado para os caminhões no período, mas os emplacamentos desses veículos também caíram em abril na comparação com março. 

A produção no acumulado até abril teve queda de 2,1%. Foram fabricadas no período 13,3 mil unidades, dos quais 11,2 mil eram urbanos e 2,2, rodoviários. As exportações do setor atingiram 2.076 unidades, resultando em queda de 13,5%. 

– Veja aqui os dados completos da Anfavea.

Fonte: Automotive Business

O BNDES enviou ofício à ANFIR onde confirma a volta do modelo simplificado para agilizar a liberação do financiamento no âmbito do PSI/Finame. No mesmo documento a instituição informa que não tem como flexibilizar o spread bancário cobrado pelos agentes financeiros e nem como realizar vistoria nos produtos, trabalho que deve ser feito aos bancos onde os contratos de crédito são assinados.
O ofício vem assinado por Claudio Bernardo Guimarães de Moraes, superintendente da Área de Operações Indiretas do BNDES.

Fonte: ANFIR